SC: Produtor de maçã em crise

Publicado em 16/06/2010 15:36 804 exibições
Um dos alicerces da economia da serra catarinense está em crise. Produtores de maçã estão amargando prejuízos com a safra deste ano que, embora tenha boa qualidade, está com o preço aviltado – em torno de R$ 0,55 centavos/kg. Na região de Urubici (SC) essa é a maior crise dos últimos anos, já que os preços não cobrem os custos de produção e comercialização.
A situação preocupa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), o Sindicato Rural de Urubici e a Associação dos Produtores de Maçã e Pêra de Santa Catarina (Amarp/SC). As entidades enviaram expediente ao ministro da agricultura, pecuária e abastecimento, Wagner Gonçalves Rossi, pedido de moratória para o setor.
O pedido atinge todas as dívidas, vencidas e vincendas, cujos contratos tenham sido firmados até 31 de maio de 2010 relativos aos financiamentos para custeio e investimento, linha especial de comercialização, dívidas contraídas pelo PESA, pela securitização e, ainda, dívidas de outras origens e negociações, inclusive litígios judiciais.
Também pedem a repactuação pelo valor nominal das cédulas de crédito rural, com expurgo de taxas, juros remuneratórios e acréscimos legais. Nessa mesma linha, reivindicam a repactuação pelo valor nominal das cédulas de crédito rural, retroativa à data da assinatura do contrato, com expurgo de taxas de juros moratórios, cláusula penal e acréscimos legais, a titulo de inadimplência, pelo prazo de 30 anos com pagamentos parciais e anuais correspondentes a 3,33% do valor nominal pactuado originariamente.
As entidades reivindicam que a moratória proposta não impeça o acesso dos produtores e empresários rurais a novas operações de crédito – especialmente aqueles ao abrigo do sistema de crédito rural – para as safras futuras. Os produtores querem uma repactuação das dívidas chancelada pelo Conselho Monetário Nacional.
O presidente do Sindicato Rural de Urubici, Olivério José de Lima, mostra que a situação é desesperadora e exigem medidas urgentes, pois as dívidas começam a vencer neste mês.
 
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Fonte:
MB Com. Empresarial

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