Pêssego poderá ganhar custeio via EGF

Publicado em 09/11/2010 11:11
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Nesta segunda-feira, 8, o deputado federal Fernando Marroni (PT/RS) e os vereadores Diaroni Santos (PT/RS) e Miriam Marroni (PT/RS) estiveram reunidos com o superintendente regional do Banco do Brasil, Carlos Alberto Rhoden, para discutir o assunto.

Ainda esta semana Marroni deve reunir-se em Brasília com representantes do MAPA para solicitar a publicação da portaria que incluirá o pêssego enlatado entre os itens aptos a receber financiamento via EGF. Com isso, o BB estaria liberado para custear a safra e receber o pagamento do empréstimo através da fruta já beneficiada e enlatada.

Queremos mudar a atual percepção do negócio desenvolvendo um conceito de parceria entre indústrias, banco e produtores, explica Rhoden. O objetivo é fazer com que a instituição torne-se a intermediária nas negociações entre fruticultores e indústrias, garantindo capital de giro aos produtores, ampliando os prazos para a quitação dos financiamentos e vendendo o produto no momento em que o mercado estiver favorável.

Ao invés de vender toda a safra imediatamente após a colheita para quitar o empréstimo bancário em até 30 dias, será feito um custeio alongado onde o fruticultor entregará o produto à indústria e receberá do Banco do Brasil parte do pagamento pela colheita em dinheiro. O restante dos valores será convertido em quantidade de latas e o recebimento ficará vinculado à venda do produto. As indústrias serão nomeadas fiéis depositárias do banco e ficarão responsáveis pela estocagem da produção.

De acordo com Marroni, a inclusão do pêssego na política de EGF, diminuirá a pressão sobre os produtores para que a venda ocorra toda de uma vez. Há muito buscamos ferramentas para diminuir a tensão desta relação comercial do pêssego. A aceitação do produto como garantia do financiamento bancário será um avanço fundamental que beneficiará toda a cadeia produtiva, aponta o deputado. A melhoria da relação entre produtores e industriais também foi destacada pela deputada estadual eleita, Míriam Marroni. Antigamente os produtores sequer podiam sentar com os industriais e, hoje, a partir das negociações anteriores feitas com a Conab tornou-se possível juntar a cadeia e discutir o que é melhor para todos.

Para o representante da Comissão de Agricultura da Câmara de Vereadores, vereador Diaroni, ao tratar diretamente com o Banco do Brasil, os produtores terão a tranqüilidade de receber imediatamente os valores relativos à produção. Não tenho dúvida que a partir dessa nova relação haverá, nos próximos anos, um incremento da produção de pêssego e um aumento natural do número de produtores envolvidos, comenta.
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Fonte: AI Deputado Fernando Marroni

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