Tomate concentra atenções do setor produtivo goiano

Publicado em 07/07/2011 07:54 368 exibições
Uma comitiva do Conselho Mundial de Tomate para Processamento (WPTC), composta por 30 representantes de 10 países, de quatro continentes esteve em Goiás e no Distrito Federal para fazer uma série de visitas técnicas, de 6 a 9 de julho. Um dos objetivos dos encontros foi a troca de informações entre os países e consolidar a volta do Brasil ao conselho, fato que ocorreu no ano passado. Dentre outras metas dos membros do WPTC, com a visita, foi conhecer o mercado goiano e o setor produtivo, além de fomentar o trabalho para aumentar a inserção do Brasil no mercado internacional e propor a realização do 12º Congresso Mundial de Tomate Industrial no Brasil, em 2016. O Congresso é feito a cada dois anos em um dos países com significativa produção do fruto. Em 2012, será a vez da China sediar o evento e em 2014, a Itália.

O Brasil é hoje o quinto maior produtor mundial de tomate industrial, porém a inserção do fruto brasileiro no mercado internacional ainda é pequena. Em 2010, foi produzido no Brasil 1,8 milhão de tonelada de tomate industrial. O País é responsável por 43% da produção em todo hemisfério Sul. Todo beneficiamento da produção brasileira é feito por 23 indústrias, destas 13 estão sediadas em Goiás. O Estado que concentra a maior fatia da produção nacional que corresponde a 986,6 mil toneladas e a 55% do total brasileiro. Os três municípios que concentram maior parte da produção goiana, Cristalina com 245 mil toneladas, Morrinhos com 225 mil toneladas e Itaberaí com 90 mil toneladas.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás é a representante do Brasil no WPTC e durante a visita à Goiás, a comitiva esteve na sede do Sistema Faeg/Senar para conhecer o trabalho da entidade. Segundo o presidente José Mário Schreiner, o Estado possui uma forte influência no segmento, por ser o maior produtor do fruto no País. Ele explica que esse status foi atingido devido ao clima e solo favoráveis ao cultivo do tomate, a eficiência e alta produtividade do tomate irrigado tem contribuído muito para o desenvolvimento econômico do Estado. “É uma oportunidade ímpar para troca de informações entre os parceiros do conselho sobre produção, mercado para que possamos crescer nesse processo de forma mais ampla”, ressaltou.

Alimentação

José Mário também ressaltou que a mudança de hábitos alimentares nos países em desenvolvimento aumentou o consumo do tomate no mundo. Um exemplo é a China que não tinha grande produção significativa de tomate, agora produz sete milhões de toneladas por ano. Tais novas atitudes abrem oportunidades para que o Brasil possam expandir a produção.

O representante argentino da WPTC, Cosme Argerich disse que encontros como esses são extremamente importantes, pois, as trocas de informações são muito ricas. “Conversamos sobre mercados nacionais, problemas e tecnologias utilizadas. Por se tratar de uma cultura anual é possível corrigir as falhas a tempo e tomar as decisões de plantio, para não provocar excessos o falta de produção do fruto no mercado”, explicou o argentino.

O delegado da Faeg no WPTC, professor Paulo César Tavares de Melo, disse que apesar do Brasil ser um dos grandes produtores mundiais de tomate, o fruto brasileiro tem pouca penetração internacional. Ele aponta como principais motivos o alto valor do real ante ao dólar, fato deixa o produto brasileiro mais caro e menos competitivo no mercado externo. Outro fator sensível ao tomate brasileiro é a baixa qualidade, fator que segundo Melo precisa ser trabalhado.

A comitiva visitou uma lavoura de tomate em Itaberaí, a indústria de atomatados no município de Nerópolis e em Morrinhos, onde também conheceram propriedades produtoras de tomate. A visita técnica foi encerrada na cidade de Cristalina, onde o grupo conheceu propriedades e indústrias de beneficiamento de tomate.

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FAEG

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