Manejo antecipado de plantas daninhas é decisivo para proteger o potencial produtivo da soja

Publicado em 07/08/2026 07:47
A dessecação eficiente da área, associada à escolha correta dos herbicidas e ao uso de mecanismos de ação complementares, reduz a pressão de seleção por resistência e favorece um estabelecimento uniforme da cultura
​Imagens: ADAMA

Com uma área cultivada de 48,6 milhões de hectares, de acordo com dados da Conab, e expectativa de mais uma safra entre as maiores da história, a soja brasileira inicia mais um ciclo em um cenário de crescente complexidade no manejo de plantas daninhas. A expansão de espécies resistentes, a variabilidade climática entre as regiões produtoras e o aumento da adoção de herbicidas pré-emergentes tornam essencial um planejamento antecipado para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Embora as condições climáticas variem entre as regiões do País, especialistas alertam que o sucesso do manejo começa antes mesmo da semeadura. A dessecação eficiente da área, associada à escolha correta dos herbicidas e ao uso de mecanismos de ação complementares, reduz a pressão de seleção por resistência e favorece um estabelecimento uniforme da cultura.

Segundo Deborah Baruzo, gerente de Portfólio de Herbicidas da ADAMA Brasil, o momento que antecede o plantio é determinante para o desempenho da soja durante toda a safra. "O manejo de plantas daninhas deixou de ser uma decisão pontual e passou a fazer parte de uma estratégia de longo prazo. Controlar corretamente as plantas ainda na pré-semeadura reduz a competição inicial, protege o potencial produtivo da cultura e contribui para preservar a eficiência dos herbicidas disponíveis".

Resistência exige programas de manejo mais robustos

Nos últimos anos, espécies como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, buva e caruru têm aumentado sua importância econômica em diversas regiões produtoras. A ocorrência de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação reforça a necessidade de programas de manejo que combinem aplicações em dessecação, herbicidas residuais e monitoramento constante da área.

"O produtor precisa olhar para o manejo como um programa completo, e não apenas para uma aplicação isolada. A combinação de diferentes mecanismos de ação é uma das principais ferramentas para prolongar a vida útil das tecnologias disponíveis e garantir maior segurança durante toda a safra", destaca Deborah.

Dessecação eficiente é a base para uma lavoura competitiva

Durante a dessecação, eliminar completamente as plantas daninhas presentes na área é fundamental para evitar que a soja inicie seu desenvolvimento competindo por água, luz e nutrientes.

Nesse contexto, Araddo®, da ADAMA, reúne características importantes para essa etapa do manejo. O herbicida apresenta amplo espectro de controle sobre gramíneas e folhas largas, incluindo espécies de difícil manejo como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, buva e caruru.

Além disso, seu intervalo reduzido entre a aplicação e a semeadura oferece flexibilidade operacional sem comprometer a segurança da cultura. 

Herbicidas pré-emergentes ganham espaço nas propriedades

A adoção de herbicidas pré-emergentes vem crescendo de forma consistente nas últimas safras, impulsionada pela necessidade de reduzir novos fluxos de emergência das plantas daninhas e proteger a cultura nas fases iniciais de desenvolvimento.

Para essa etapa, Apresa®, da ADAMA, combina ingredientes ativos complementares e formulação inovadora para proporcionar controle residual sobre importantes gramíneas e folhas largas, contribuindo para manter a lavoura limpa por mais tempo e reduzir a pressão sobre as aplicações em pós-emergência.

De acordo com Deborah, essa estratégia traz benefícios que vão além do controle inicial. "Quando iniciamos a safra com uma área limpa e protegida por um herbicida residual eficiente, aumentamos a previsibilidade do manejo e reduzimos a necessidade de intervenções emergenciais ao longo do ciclo, reforça.

Manejo integrado deve acompanhar toda a safra

Mesmo após a emergência da soja, o monitoramento da lavoura continua sendo indispensável. A identificação precoce de novos fluxos de infestação permite intervenções mais assertivas e evita que plantas daninhas completem seu ciclo, produzindo sementes e aumentando o banco de sementes do solo.

Além do uso racional dos herbicidas, práticas como a rotação de culturas, utilização de cobertura vegetal, manutenção da palhada e alternância de mecanismos de ação são fundamentais para reduzir a evolução da resistência e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

"Cada safra representa uma oportunidade de reduzir a pressão das plantas daninhas para os próximos anos. O manejo integrado é o caminho para preservar produtividade, rentabilidade e longevidade das tecnologias disponíveis", conclui Deborah.
 

Fonte: ADAMA

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