Safra de laranja avança, mas desafios expõem papel estratégico do solo na produtividade
A citricultura brasileira atravessa um momento de recuperação em volume, mas ainda enfrenta obstáculos que evidenciam um ponto central dentro da lavoura: a produtividade está cada vez mais ligada à qualidade do manejo do solo. A safra 2025/26 de laranja registrou crescimento em relação ao ciclo anterior, porém o resultado final ficou abaixo do inicialmente projetado, impactado por condições climáticas adversas e pelo avanço do greening.
O déficit hídrico ao longo do desenvolvimento da safra comprometeu o enchimento dos frutos, resultando em menor peso médio e exigindo maior quantidade de laranjas para completar cada caixa padrão. Ao mesmo tempo, a incidência de doenças segue pressionando os pomares, exigindo estratégias cada vez mais técnicas por parte do produtor.
Nesse cenário, o solo assume protagonismo. Mais do que suporte físico, ele se torna um fator determinante para a resiliência da planta diante de estresses climáticos e fitossanitários. Áreas com fertilidade equilibrada e bom teor de matéria orgânica tendem a apresentar melhor retenção de água e maior eficiência na absorção de nutrientes, o que contribui para manter o desenvolvimento das plantas mesmo em condições desfavoráveis.
Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração é uma das chaves para garantir a competitividade da citricultura brasileira. “O manejo adequado por meio da utilização de fertilizantes líquidos é o ponto de partida para obter produtividade, qualidade e rentabilidade. Quando aplicados de forma eficiente, os fertilizantes melhoram o desempenho das plantas e ajudam a controlar problemas fitossanitários, garantindo frutos de excelência e fortalecendo a imagem do Brasil como líder mundial na produção de cítricos”, afirma o executivo.
A nutrição adequada também tem papel fundamental na redução de perdas, especialmente na diminuição da queda prematura de frutos, problema recorrente em anos de maior estresse. Além disso, um manejo nutricional bem estruturado fortalece o sistema radicular e favorece ciclos produtivos mais estáveis, aspecto essencial em um cenário em que o produtor precisa conviver com doenças de difícil controle.
Com margens cada vez mais pressionadas e maior exposição a riscos climáticos, a citricultura entra em uma fase mais estratégica, em que decisões técnicas ganham ainda mais relevância. Investir na construção de um solo saudável e em programas de fertilização eficientes deixa de ser uma escolha e passa a ser um diferencial competitivo.
Estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação para o campo, oferecendo soluções que impulsionam o trabalho do produtor rural e fortalecem a economia rural. Acreditamos que o investimento em pesquisa e desenvolvimento, aliado à paixão e ao conhecimento do produtor, é o caminho para uma citricultura cada vez mais sustentável e produtiva”, conclui Leonardo Sodré.
Mais do que reagir às adversidades, o produtor que antecipa o manejo e fortalece a base produtiva encontra caminhos para sustentar a safra, mesmo em anos desafiadores. A resposta para parte dos problemas do campo, ao que tudo indica, continua começando pelo solo.