Citros/Cepea: Mercado de laranja permanece pressionado; clima favorece a florada
Os valores da laranja negociada no estado de São Paulo seguem pressionados neste início de agosto. Produtores que destinam a fruta ao mercado in natura estão preocupados com a queda das cotações que vem sendo observada nestas últimas semanas – os patamares atuais se aproximam dos pagos pela indústria. Por outro lado, agentes do setor esperam alguma recuperação da demanda diante do encerramento das férias, previsão de elevação das temperaturas, e a redução na oferta de tangerinas de meia-estação, já que a safra das principais variedades já se encontra praticamente encerrada.
POMARES – Colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea relatam floradas na região centro-norte do cinturão citrícola paulista, onde as temperaturas são naturalmente mais elevadas. Os próximos 60 dias serão decisivos para avaliar o pegamento dessas floradas, etapa que determinará o potencial produtivo da próxima safra. Caso agosto e setembro apresentem temperaturas excessivamente elevadas e baixa disponibilidade hídrica, parte das flores e dos frutos recém-fixados pode sofrer abortamento fisiológico, reduzindo o potencial de produção.
LIMA ÁCIDA TAHITI – Os preços da lima ácida tahiti seguem em trajetória de alta no cinturão citrícola paulista. A baixa disponibilidade de frutas, associada ao encerramento da principal safra e às condições climáticas atípicas para esta época do ano, mantém valorizados os lotes com padrão adequado de qualidade.
No mercado da semana, entre os dias 03 e 07 de agosto, a laranja pera destinada ao mercado in natura foi comercializada, na árvore, por R$ 31,64/caixa de 40,8 kg, recuo de 1,91% em relação à semana anterior. Entre as variedades precoces, a westin registrou média de R$ 23,60/caixa de 40,8 kg, baixa de 12,59%; enquanto a hamlin, de R$ 25,00/caixa, queda de 8,09%. A laranja lima foi comercializada à média de R$ 54,14/caixa, alta de 1,39% frente à semana anterior. Para a lima ácida tahiti, a cotação semanal atingiu R$ 96,52/caixa de 27,2 kg, avanço de 28,35%. No segmento industrial, a laranja pera posta na indústria foi negociada por R$ 31,02/caixa de 40,8 kg, elevação de 1,26% em relação à semana anterior. Já a laranja precoce destinada à indústria obteve registro de R$ 24,66/caixa, alta de 1,13% no mesmo comparativo