Grupo paulista vai investir R$ 1,5 mi na citricultura baiana

Publicado em 08/06/2010 13:31 769 exibições
A informação é do secretário da Agricultura da BA, Eduardo Salles

Atraídos pela segurança fitossanitária da Bahia, estado declarado livre das doenças da citricultura pelo Ministério da Agricultura, os empresários Frederico Guilherme Ivers, Guilherme Corte Ivers e Mauro Fagote confirmaram na abertura da 32ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis, SP, que vão investir no Oeste da Bahia. Segundo Guilherme Ivers, inicialmente será investido R$ 1,5 milhão para a plantação de laranjas no município de Correntina, numa área de 300 hectares. As negociações estão sendo finalizadas com a Desenbahia, depois do que ele dará início às operações.


Nesta segunda-feira (7), o secretário Eduardo Salles, acompanhado pelo superintendente de Política do Agronegócio, Jairo Vaz, pelo diretor de Defesa Vegetal da Adab, Armando Sá, pelo diretor de Administração e Finanças da Desenbahia, Marco Aurélio Félix Cohin Silva, e pelo diretor presidente da Special Fruit, Suemi Koshiyama, visitou a indústria Citrosuco do grupo Fischer, onde explicou o motivo de sua visita à São Paulo: atrair novos investimentos na citricultura, especialmente na região Oeste, e a implantação de indústrias para a verticalização da cadeia produtiva da citricultura.


A comitiva baiana foi recebida pelo gerente da divisão de comercialização de frutas, Edson Luiz Rigoto, através do qual convidou o grupo Fischer para conhecer as regiões produtoras de citricultura na Bahia, que são o Território Litoral Norte, a Chapada Diamantina, região de Mucugê, o Vale do São Francisco e o Oeste. Além disso, fez contato com o diretor corporativo do grupo Cutrale, Carlos Viacava, que também foi convidado a vir à Bahia.


Segundo Eduardo Salles, a decisão deste grupo de investir na região Oeste é o primeiro passo que logo será seguido por outros grupos paulistas. A curto prazo, diz o secretário, a ideia é que seja implantada uma agroindústria ou que sejam feitas parcerias com antigas empresas do segmento, hoje desativas. A longo prazo, continua ele, o objetivo é implantar indústrias, com foco na citricultura empresarial do Vale do São Francisco e na região Oeste.


Além de ter grande potencial e áreas para crescer, tanto no Território Litoral Norte quanto no Oeste, a Bahia tem a grande vantagem de ser Estado reconhecido pelo Ministério da Agricultura como livre da Pinta Preta, Cancro Cítrico, Mosca Negra dos Citros, Morte Súbita e Greening, doenças que acometem os citros.


A produção de laranja na Bahia destaca-se nos municípios de Inhambupe, Itapicuru e Rio Real e Cruz das Almas. O cultivo do limão vem sendo realizado nos perímetros irrigados, destacando-se os municípios de Barreiras, São Desidério, Itaberaba, Prado, Caravelas e Juazeiro. Cerca de 60% da produção baiana é consumida in natura pelo mercado interno. Os 40% restantes, que vão para a indústria, sendo processados em Sergipe, no município de Estância, por falta de indústrias locais.

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Fonte:
Ascom Seagri/BA

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1 comentário

  • Geraldo Almeida Souza Alagoinhas - BA

    Além das regiões acima citadas a Bahia tem outra que pode ser muito interessante para os empresários da citricultura que é o Extremo Sul, devido à sua proximidade com os portos e aeroportos de Ilhéus e Vitória, cortada pela BR 101, pluviosidade acima de 1500 mm, grandes extensões de terras disponíveis e uma extensa rede de rios que permite a irrigação.

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