Brasil é referência para México na produção de mudas cítricas

Publicado em 13/07/2010 10:50 577 exibições
O viveirista César Graf apresenta o modelo brasileiro para orientar os primeiros passos dos mexicanos em viveiros protegidos.
Para contribuir com a produção de mudas sadias, a Organização Norte-Americana de Proteção de Plantas convidou o viveirista César Graf, primeiro a produzir mudas em viveiros telados no Brasil, para participar do segundo Workshop Internacional sobre Greening e seu vetor (International Workshop on Citrus Huanglongbing and The Asian Citrus Psyllid), que será realizado em Mérida, a capital do estado de Yucatán, no México, entre os dias 19 e 23 de julho deste ano.
   
Preocupados com a disseminação do greening, pior doença de citros no mundo, os mexicanos deram os primeiros passos na produção de mudas cítricas em viveiros telados e usam como referência o modelo brasileiro, pioneiro na produção de mudas em sistema protegido.
   
O objetivo do evento é sensibilizar o governo e a indústria dos países produtores de citros sobre os riscos do greening e seu potencial devastador. “Usando a nossa experiência, darei sugestões e orientações aos citricultores do México, que estão em fase inicial da produção de mudas em viveiros protegidos”, afirma Graf.
   
O viveirista lembra que, mesmo com a presença da doença naquela região, a maioria dos produtores ainda prefere comprar mudas mais baratas, que muitas vezes têm origem e qualidade duvidosa. “O workshop é uma oportunidade para mostrarmos as medidas necessárias para a detecção e controle da doença e do psilídeo, além de identificar medidas que possam impedir um surto de greening.”
   
No dia 21 de julho, Graf falará sobre o papel dos viveiristas no controle do greening e abordará a evolução dos viveiros nos últimos 13 anos, desde a construção do primeiro viveiro protegido no estado de São Paulo em 1997. Em discussão, estarão as mudanças, dificuldades, problemas  e resultados no manejo da doença.
   
Durante a apresentação, Graf, associado da Vivecitrus – entidade que reúne produtores de viveiros protegidos, enfatizará a importância do cuidado com a origem e qualidade do material genético (sementes e borbulhas), pois, além de sadias, as mudas devem ter um alto potencial produtivo.
   
O México é um importante país para a citricultura com 526 mil hectares de citros. Casos de greening já foram detectados na costa do Pacífico e em Yucatan, no Golfo do México. O país iniciou a construção de viveiros protegidos em 2009, porém a medida ainda não é obrigatória.
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Fonte:
AI Coplan

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