SC: Leite orgânico obtém avanços no extremo oeste

Publicado em 04/01/2018 14:07

O Leite Orgânico é um dos projetos que integram o Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial (DET) promovido pelo Sebrae/SC em parceria com os Poderes Púbicos municipais de 24 municípios do extremo oeste catarinense. Implementada há três anos, a iniciativa vem apresentando importantes resultados. O projeto atende produtores que recebem apoio de técnicos de extensão, pequenas cooperativas, sindicatos e organizações não governamentais, visando um modelo sustentável de produção do produto. 

O projeto para o desenvolvimento do Leite Orgânico também conta com a parceria da Associação dos Municípios do Extremo Oeste (Ameosc) e outras entidades e instituições.

O sistema adota baixos investimentos, uso racional de produtos externos e ênfase na produção a base de pasto perene. Entre as formas de manejo destaca-se o sistema de Pastoreio Racional Voisin (PRV), que está se consolidando em algumas propriedades e gera bons resultados técnicos, econômicos, sociais e no emprego de mão de obra.

Para avançar mais ainda neste sistema, as famílias e organizações se preparam para comercializar o leite orgânico que vem sendo produzido. Hoje, já vendem o primeiro queijo orgânico de Santa Catarina, desenvolvido após as consultorias tecnológicas do Sebraetec – uma das soluções presentes no DET. “Somente no projeto da cooperativa foram atendidas 600 propriedades rurais de 12 cooperativas distribuídas em diversos municípios da região”, observou o presidente da Cooperativa Central,Moacir Bernardi.

O coordenador regional extremo oeste do Sebrae/SC, Udo Trennepohl, lembra que o projeto de desenvolvimento do leite orgânico iniciou com a identificação das potencialidades existentes no setor, por meio de estudo, organização e planejamento para  subsidiar e dar solidez às ações práticas da iniciativa.

A cadeia produtiva do leite orgânico inclui os insumos para sua produção (alimentos e medicamentos permitidos), as indústrias exclusivas para transformação do leite (não pode haver na mesma indústria produção paralela), os insumos para a indústria de transformação (material de limpeza, coalhos, polpas, sal, etc.), produtos ofertados (leite, queijos de diversos tipos, Iogurtes, bebida láctea, entre outros) e fomento e assistência técnica para os vários segmentos.

O DET que encerraria no fim de 2017 continuará em 2018 devido aos expressivos resultados nos municípios atendidos. 

Fonte: MB Comunicação

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Produtores de leite enfrentam início de ano difícil, mas setor projeta reação nos próximos meses
Importação de leite pressiona produtores brasileiros e leva FPA a pedir investigação na Câmara
Volume de crédito do BRDE à cadeia do leite do Paraná cresce 84% em 12 meses
Sindilat defende mobilização do setor para garantir aprovação do PL do leite
Leite brasileiro emite menos da metade do carbono que a média mundial, revela estudo inédito da Cargill, USP e Embrapa
Câmara avança na regulamentação do uso da palavra “leite” nos rótulos de alimentos