Vaca cearense é a grande campeã nacional da raça Sindi

Publicado em 06/04/2026 11:23
Ela pertence ao Haras Dona Rosa, de Pindoretama, e tem duas características: é boa na produção de leite e de carne.

Mais uma grande notícia está chegando da pecuária do Ceará: a vaca cearense “Lantai”, da raça Sindi, acaba de conquistar o título de grande campeã nacional. Ela pertence ao Haras Dona Rosa, da empresa HDR, do pecuarista Vicente Sampaio, cuja fazenda se localiza na zona rural do município de Pindoretama.  

O rebanho da HDR desenvolve o melhoramento genético da raça, espalhando-a pelo Ceará e pelo Nordeste, e conquistando prêmios nas grandes exposições nacionais. 

Não é uma raça qualquer. Pelo contrário, ela tem virtudes que outras raças mais conhecidas não têm. Eis algumas delas, segundo revelam o próprio Sampaio e o site Shop do Agro: 

“Alta eficiência alimentar: converte alimento com máxima eficiência mesmo em áreas de pasto pobre; resistência a doenças e parasitas: menos gasto com medicamentos e menos perda de produtividade; tolerância ao calor: enquanto outras raças buscam sombra e reduzem desempenho, o Sindi continua produzindo; fertilidade elevada: vacas com boa habilidade materna e alta taxa de prenhez mesmo em períodos críticos; vida útil longa: animais produtivos por mais tempo = menor custo de reposição de rebanho; o Sindi também entrega boa produção leiteira com qualidade.  

“A rusticidade do Sindi não é só um diferencial técnico — ela significa renda no bolso do produtor, especialmente dos pequenos. Um rebanho Sindi exige menos estrutura, menos ração, menos medicamento. Isso torna a produção mais viável e lucrativa em regiões de baixo investimento. Em estados como Bahia, Ceará, Alagoas, Maranhão, Piauí e até partes do Centro-Oeste e Sudeste, o Sindi vem ganhando espaço, principalmente em projetos de pecuária leiteira familiar, cooperativas e programas de incentivo à produção em áreas semiáridas.”  

Tem mais:  

“O Sindi também entrega boa produção leiteira com qualidade. Seu leite possui alto teor de sólidos e gordura, o que garante maior rendimento na fabricação de queijos e derivados — uma vantagem competitiva para agroindústrias familiares e produção artesanal.”  

No Haras Dona Rosa, diz Vicente Sampaio, a genética do rebanho Sindi “é mais voltada para a atividade de corte, para o que se utiliza de embriões e sêmen de alta qualidade e, também, de Fertilidade in Vitro (FIV), programa que a Faec vem executado com êxito em várias regiões do estado, melhorando, principalmente, o rebanho zebuíno.  

Sampaio diz, com orgulho:  

“Temos, aqui na nossa fazenda, o campeão nacional da raça, somos o maior expositor da raça Sindi no Brasil, somos os campeões da Exposição Zebu, somos os campeões da matriz-modelo Sindi. Temos um plantel Sindi muito forte, são centenas de animais da raça com alto desempenho.”  

E acrescenta:  

“Nós vendemos aspirações da nossa grande campeã Lantai. Faço a coleta e a vendo para alguns criadores, que pagam um preço até muito por bom por isso. Também vendo o sêmen dos touros, e isto ajuda a melhorar a genética do rebanho bovino do Nordeste. Com o frigorífico da Masterboi, que abrirá em Iguatu, será necessário, obrigatoriamente, promover o melhoramento genético dessa raça na região nordestina, porque o frigorífico pagará mais e melhor pelos animais mais pesados, com rendimento de carcaça melhor.” 

Por: Diário do Nordeste
Fonte: Diário do Nordeste

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