Falta de infraestrutura é entrave para desenvolvimento da agricultura

Publicado em 07/08/2013 09:38
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Produtor brasileiro perde competitividade, acumulada da porteira pra dentro, diante da falta de logística

O presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, participou na segunda (05), do 12º Congresso Brasileiro do Agronegócio organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), com tema “Logística e Infraestrutura – O Caminho da Competitividade do Agronegócio”. O objetivo do debate é apresentar alternativas diante da falta de infraestrutura. Como debatedor no painel sobre “As oportunidades e as dificuldades para o aumento da oferta”, Fávaro se disse indignado com a falta de infraestrutura do país, e que esse caos, seria reflexo dos governos brasileiros. “Não podemos aceitar ou estar satisfeitos por termos um cronograma e um plano para a logística que, além, de tudo, está muito atrasado”. O presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, compartilha da opinião. “A falta de infraestrutura adequada é o principal Calcanhar de Aquiles do agronegócio brasileiro”.
 
Para o presidente da Aprosoja, a falta de logística é o principal problema enfrentado pela agricultura, que impossibilita o desenvolvimento do setor, sendo uma séria ameaça ao futuro da população.  Defendeu o programa atual para armazenagem, mas entende que as soluções devem vir principalmente através da construção de obras para escoamento dos grãos. Criticou o atual governo pelo pouco foco nas hidrovias, que não constam no Plano de Investimento em Logística (PIL) ou Programa de Investimentos em Logística – Rodovias e Ferrovias, apelidado de PAC das Concessões.
 
Lembrou que o produtor brasileiro é um dos mais eficientes e produtivos do mundo, dentro da fazenda, uma vez que perde competitividade perante os demais por conta da falta de infraestrutura para escoar o grão. “O agricultor brasileiro começa a perder vantagem acumulada da porteira pra dentro da fazenda na hora de escoar sua safra, pois se depara com uma estrutura de transporte arcaica, insuficiente, deteriorada ou, em muitos casos, inexistente”. 
 
Citou como exemplo o custo de frete de Mato Grosso até o porto de Santos (SP), responsável pelo escoamento de 58% da produção de soja e 69% do milho de Mato Grosso, em comparação a outros países. Enquanto uma tonelada de grão custa mais de 130 dólares para ser levada até o porto de Santos, em outros países é em torno de 30 dólares por tonelada, três vezes mais o valor. “Precisamos encontrar políticas que nos possibilitem virar esse jogo para termos melhores condições de competir com produtores dos Estados Unidos, Argentina e de outros países com os quais disputamos o comércio internacional de commodities agrícolas”, completa Carvalho.

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Fonte: Aprosoja

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