Estrutura de armazenagem e movimentação de grãos é ampliada para atender as exportações do Porto de Paranaguá

Publicado em 15/08/2013 11:04
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Com silos para oitenta mil toneladas e capacidade de movimentar até 1,5 milhão de tonelada por ano, empresa inaugura terminal que servirá “como um pulmão” para o Corredor de Exportação

A estrutura de armazenagem e logística para atender a exportação de grãos pelo Porto de Paranaguá está maior. Mais um terminal graneleiro, com capacidade de armazenar mais de 80 mil toneladas e de movimentar 1,5 milhões de toneladas ao ano, passa a funcionar integralmente ainda este mês. Trata-se de um investimento privado de R$ 50 milhões e uma área de 8,7 mil metros quadrados para dar ainda mais agilidade às exportações pelo porto paranaense.
 
O novo terminal da Seara opera desde abril em fase de teste e adaptação. Até o final deste mês, o complexo em Paranaguá será inaugurado oficialmente. A partir de então, segundo o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, as exportações de grãos pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá ganham mais fôlego.
 
“Com mais um terminal bem estruturado na retroárea, o Porto de Paranaguá pode continuar ampliando o atendimento ao setor produtivo do país. Como temos mostrado nas reuniões com os produtores rurais do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, nosso objetivo é dar resposta à produtividade que o campo vem apresentando. Para isso, queremos ampliar ainda mais a estrutura com novos espaços para transferência de cargas, licitação de novos terminais portuários ainda este ano e estabelecimento de terminais privados até 2016/17, entre outras medidas que já temos planejado”, afirma Dividino.
 
ESTRUTURA - Instalado a cinco quilômetros do Porto, o novo terminal da Seara, em Paranaguá, tem, também, capacidade de beneficiar até 300 toneladas de grãos por hora. Atualmente, são sete silos verticais, somando capacidade estática de quase 80 mil toneladas. Porém, até 2014, a intenção é construir mais dois e chegar a 100 mil toneladas.
 
Internamente, o transporte dos grãos – até o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, por onde será escoado – é feito preferencialmente por frotas exclusivas de cinquenta vagões e uma locomotiva, com possibilidade de escoar pelo modal rodoviario. De acordo o gerente, Justino Francisco Neto, o novo terminal – que recebe soja e milho majoritariamente do Paraná e algum volume do Mato Grosso – vai dar mais agilidade ao escoamento da produção do campo. “A nossa expectativa é exportar mais de 1,5 milhão de tonelada de grãos pelo Porto de Paranaguá”, afirma.
 
Além de receber mercadoria do próprio terminal, a Seara também armazena carga dos outros terminais do Corredor de Exportação que, em dias de chuva ou quando estão cheios, têm uma alternativa. “Por isso, falamos que o terminal será um pulmão para todo o complexo”, conclui.
 
GRÃOS – O Corredor de Exportação – por onde são escoados boa parte do soja, do milho e do farelo de soja, no Porto de Paranaguá – tem um conjunto de silos verticais e horizontais, públicos (dois) e privados (sete), que soma capacidade estática de armazenagem de quase um milhão de toneladas.
 
No complexo, os grãos são exportados por três berços (212, 213 e 214), com operação de seis shiploaders de capacidade de 1200 toneladas/hora cada. Quatro desses seis equipamentos estão sendo substituídos, passando a ter capacidade nominal para embarcar duas mil toneladas de grãos por hora. Ou seja, em breve, o Porto de Paranaguá terá um ganho de 800 toneladas hora por shiploader, que dará um aumento de produtividade na casa dos 60%.
 
Além dos berços do Corredor, outros três berços na extremidade oeste do cais também são destinados à exportação de grãos.

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Fonte: APPA

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