Movimentação portuária registra queda de 1,6% em 2019 ante 2018, diz Antaq

Publicado em 13/02/2020 14:52


Brasília, 13 - A movimentação de cargas no setor portuário brasileiro registrou queda de 1,6% no último ano, apontam dados divulgados nesta quinta-feira, 13, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O número fechado em 2019 foi de 1,104 bilhões de toneladas.

Em entrevista à imprensa, técnicos do órgão atribuíram a performance negativa ao minério de ferro, que perdeu quase 40 milhões de toneladas no ano passado em relação a 2018, com uma redução de 10% na carga movimentada.

Já a movimentação de petróleo e derivados e de milho são os principais destaques positivos registrados no ano passado, com crescimento de 11% e 58%, respectivamente. Foram 224,7 milhões de toneladas de petróleo e derivados e 55,7 milhões de toneladas de milho.

Segundo a Antaq, os portos privados foram responsáveis por 66% da movimentação total no ano passado. Em 2019, a movimentação de contêineres somou 117 milhões de toneladas, com crescimento de 3,5%. No período de nove anos, a movimentação total de carga portuária no Brasil cresceu 31,5%.

Cabotagem

Segundo a Antaq, a carga transportada no Brasil por navegação de cabotagem de contêineres cresceu 14,3% no ano passado, em comparação a 2018.

O resultado vem de uma trajetória positiva ao longo dos últimos nove anos, onde se registra um crescimento acumulado de 200%, entre 2010 e 2019.

A cabotagem (navegação entre portos) é uma das apostas do governo federal para reconfigurar a matriz de transportes no País.

Para o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, a capacidade ociosa dos terminais de contêineres - resultado da crise e também de problemas na produtividade - permite que os terminais abram espaço para atenderem mais cargas na cabotagem.

Assim como o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, Povia vê espaço para um crescimento ainda maior dentro da modelagem.

O plano do governo é lançar em breve o programa BRdoMar, para incentivar o uso da cabotagem no Brasil a partir de regras mais flexíveis e desburocratização.

Na visão do diretor-geral da Antaq, um dos grandes potenciais desse projeto do Executivo é o incremento da frota de navios.

Como já mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo quer aliviar as regras para afretamento de embarcações estrangeiras a serem usadas na cabotagem. A ideia é ter uma frota forte e perene para atrair empresas à modelagem.

"Produção e consumo são muito próximos da costa brasileira. A questão é tirar gargalos que impediam que essas cargas fossem transportadas pela água", afirmou Povia.

Fonte: Estadão Conteúdo

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Interrupções no Estreito de Ormuz afetam mais pequenas empresas, alerta agência de comércio da ONU
Congestionamento nos portos chineses mantém alerta para importadores brasileiros
Duplicação da BR-282 e ferrovia lideram pleitos do Oeste catarinense entregues a candidatos no Voz Única
Tráfego de navios de carga pelo Estreito de Ormuz tem menor nível em três meses
CNA e Federações percorrem BR-319 e avaliam desafios logísticos da Região Norte
Cobrança duplicada de tributos pode pressionar fretes no Norte do Paraná