Nova rota aérea entre Santa Catarina e Europa deve impulsionar comércio exterior no Sul do Brasil

Publicado em 20/08/2024 10:47
Com previsão de movimentar 300 toneladas de carga por mês, a nova rota agilizará transações de comércio exterior com a Europa, especialmente para produtos de alto valor agregado. A rota será feita por um Airbus A330-200, com capacidade para 269 passageiros, e 70% do porão será dedicado ao transporte de cargas

A nova rota aérea que conectará Florianópolis/SC a Lisboa a partir de 3 de setembro promete trazer benefícios além do turismo, sendo a primeira ligação direta do sul do Brasil com Portugal. Com uma previsão de movimentar 300 toneladas de carga por mês, essa operação tem o potencial de transformar Florianópolis em um hub estratégico de cargas para toda a região sul do país e com isso fortalecer ainda mais o comércio internacional. A rota será feita por um Airbus A330-200, com capacidade para 269 passageiros, e 70% do porão será dedicado ao transporte de cargas, segundo a TAP Linhas Aéreas. Os voos ocorrerão às terças, quintas e sábados.

“A criação dessa nova rota aérea representa uma oportunidade estratégica para o comércio exterior, pois aumenta a agilidade no envio e no recebimento de cargas. Isso é especialmente vantajoso para a exportação de produtos de alto valor agregado, como medicamentos, por exemplo, que exige rapidez e segurança no transporte”, destaca Sandro Marin, especialista em comércio exterior e diretor da Tek Trade.

O novo hub de cargas deverá movimentar também produtos têxteis, metalmecânicos, eletrônicos e itens de e-commerce e, com isso, beneficiar empresas de todo o sul do Brasil. Afinal, a rota facilita a importação de itens e permite que as empresas atendam a demandas urgentes com uma logística mais eficiente.

“O modal aéreo é mais caro do que o aquaviário, mas ele é estratégico em determinadas situações, como na importação ou exportação de produtos com alto valor agregado ou em casos de urgência. Por exemplo, se uma empresa precisa de uma peça específica para evitar a paralisação de maquinário que vai prejudicar a produção, o investimento no modal aéreo se torna vantajoso e esta linha facilitará transações com toda a Europa”, complementa Marin.

Fonte: Tek Trade

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