Aprosoja faz palestra sobre desenvolvimento e sustentabilidade na Rio+20

Publicado em 18/06/2012 15:38 1567 exibições
A palestra ocorrerá dia 19, no evento Humanidade 2012, promovido pelas Federações das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan) e Fundação Roberto Marinho
A Aprosoja foi convidada a apresentar as iniciativas que o setor soja tem promovido e desenvolvido no Brasil em prol da produção sustentável de alimentos. A entidade fará uma palestra na próxima terça (19), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, no evento “Segurança Alimentar e Sustentabilidade do Agronegócio”, no espaço das ideias circulantes, dentro do Humanidade 2012, evento que integra a programação oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O produtor rural e também presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, será o representante da cadeia da soja e fará uma apresentação, divulgando a posição do setor para o desenvolvimento de uma economia verde e para a redução da pobreza no Brasil. Fávaro levará o ‘case’ do município mato-grossense de Lucas do Rio Verde, durante a Rio+20.

O Humanidade 2012 é uma iniciativa das Federações das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan) e Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Prefeitura do Rio, da Caixa Econômica Federal e do Sebrae nacional. O evento foi concebido para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável e iniciou no dia 11 de junho, e segue até o dia 22 de junho.

O presidente da Aprosoja participa do evento ao lado de André Nassar, diretor geral do Instituto de Estudo do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), que fará a palestra “O Agro Brasileiro em 2030”, do pesquisador PhD da Embrapa, Elíbio Rech, que abordará o tema “Tecnologia e Segurança Alimentar”, e dos produtores Santiago Del Solar, da Argentina, e Marize Porto Costa, do município goiano de Itapemerí.

Durante sua palestra, Fávaro apresentará a trajetória de desenvolvimento do município de Lucas do Rio Verde, que saiu de um assentamento de reforma agrária no final da década de 70 e alcançou, em 2009, o oitavo lugar entre as cidades brasileiras com melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com o índice Firjan, que mede o desenvolvimento municipal em todo o País. Superando mais de cinco mil municípios brasileiros.

Entre vários fatores que proporcionaram este desenvolvimento, o cultivo da soja foi um deles. Para se ter uma ideia, há dez anos, Lucas tinha um IDH de 0,67 e em 2009 o índice chego a 0,90, que equivale a um alto desenvolvimento. 

No período entre um índice e outro, a área para plantio de soja em Lucas cresceu 50%. E junto com o grão, vieram todos os benefícios agregados à sua produção, evidenciando como clusters podem se formar onde há lavouras do grão. Frigoríficos de frango e suínos se instalaram por lá, atraídos pela produção de soja. Com eles, vieram os empregos diretos, a demanda por mais comércio, e assim, a criação de empregos indiretos. Com mais população, chega a necessidade de mais infraestrutura na cidade, mais escolas, mais saúde e mais lazer. Levantamento recente feito pela Associação Comercial do município, divulgado em reportagens, mostra que o acréscimo na renda das empresas locais chega a 40% após a colheita de soja.

E tudo isto aliando produção e preservação. Projetos como o “Lucas Legal” são bons exemplos de como o agricultor mato-grossense tem conseguido produzir com respeito ao meio ambiente. O projeto quer tornar o município de Lucas do Rio Verde o primeiro a ter todas as propriedades rurais regularizadas do ponto de vista do Código Florestal. E é desenvolvido pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde com apoio da ONG norte-americana The Nature Conservancy (TNC), entidades de classe e iniciativa privada.

“O município de Lucas do Rio Verde é um exemplo entre vários outros municípios mato-grossenses que tiveram o agronegócio, em especial a soja, como fator de desenvolvimento e integração. Teremos a oportunidade de apresentar isto durante a Rio+20 e mostrar que Mato Grosso consegue produzir alimentos com sustentabilidade”, destacou Carlos Fávaro.
Fonte:
Aprosoja

0 comentário