Cadastro ambiental de imóveis agropecuários ainda não chegou a 1% no Paraná

Publicado em 05/09/2014 15:04 708 exibições

Mesmo usando como reserva legal parte da Mata Atlântica que ainda existe nas regiões Leste e Centro, o Paraná terá de plantar extensas áreas de florestas para cumprir o novo Código Florestal. E como há déficit também em Mato Grosso do Sul e São Paulo, os remanescentes paranaenses tendem a ser disputados com proprietários de imóveis rurais dos estados vizinhos.

O cenário pode forçar o Paraná a ampliar de 39% sua área de mata nativa, apontam os especialistas. Os dados começam a surgir no início do cadastramento dos imóveis rurais, em menos de 1% no estado. O poder público prefere esperar a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para apontar o tamanho do déficit. O setor privado se adianta e indica que será necessário plantar 1 milhão de hectares de florestas.

Essa projeção foi lançada pela consultoria Estratégia Ambiental, em parceria com outras três empresas. O cálculo se baseia em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e na obrigação que os proprietários têm de averbar como reserva legal 20% da área dos imóveis de mais de quatro módulos fiscais.

Os técnicos consideram que o estado tem 2,55 milhões de hectares de florestas, conforme o Atlas divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica em 2012. Com todos os descontos, 1,75 milhão poderia ser usado para compensar o déficit de imóveis agropecuários, que é de 2,78 milhão de hectares — ou seja, 1 milhão maior do que as áreas de compensação —, revela Vitor Burko, ex-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e um dos coordenadores do estudo.

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Fonte:
Gazeta do Povo

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