Donald Trump reduz áreas de proteção e devolve direitos a produtores rurais americanos

Publicado em 06/12/2017 16:02 e atualizado em 06/12/2017 20:47
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TRUMP ACERTA MAIS UMA AO ANUNCIAR MUDANÇA DE EMBAIXADA PARA JERUSALÉM (por Rodrigo Constantino)

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reduzir o tamanho de duas áreas protegidas no Estado de Utah devolverá direitos a agricultores e pecuaristas, segundo a Federação Agrícola Americana. O grupo diz que a decisão ajuda a reverter a situação criada durante o governo de Barack Obama. De acordo com o presidente da federação, Zippy Duvall, as proibições e restrições nessas áreas protegidas, conhecidas como monumentos nacionais, vinham prejudicando produtores rurais norte-americanos.

Na segunda-feira, Trump reduziu o tamanho dos monumentos nacionais Bears Ears e Grand Staircase-Escalante, em Utah. O primeiro, criado no ano passado por Obama, teve sua área reduzida para 81 mil hectares. O monumento nacional Grand Staircase-Escalante, criado pelo presidente Bill Clinton em 1996, teve sua área reduzida para cerca de 405 mil hectares.

Monumentos são reservas protegidas sob jurisdição federal e extinguem direitos de produtores rurais privados de usar o terreno. Eles funcionam como parques nacionais, mas podem ser criados pelo presidente. Parques nacionais são criados por um ato do Congresso.


Nas últimas décadas, a expansão de áreas protegidas pelo governo federal americano ganhou impulso com presidentes democratas, que criaram reservas que proíbem ou limitam a mineração, pesca, extração de madeira e criação de animais. Essas medidas destinaram uma área maior para o turismo e para a preservação da vida selvagem, mas retiram direitos de produtores rurais.

Em Salt Lake City, capital de Utah, Trump disse que essas regulamentações prejudicam moradores locais cujos empregos estão ligados às vastas terras federais na região. "Aqui e em outros Estados afetados temos visto restrições prejudiciais e desnecessárias à pesca, à criação de gado e ao desenvolvimento econômico responsável", disse Trump. Ainda na segunda-feira, uma coalizão de dez grupos ambientalistas entrou com uma ação em um tribunal distrital de Washington para tentar invalidar a medida de Trump.

As administrações anteriores abusaram do poder do Antiquities Act, designando enormes extensões de terra como monumentos nacionais sem qualquer contribuição pública ou revisão", disse Dave Eliason, presidente do Conselho de Terras Públicas. "As comunidades rurais em Utah e em todo o Ocidente pagaram o preço. As designações abrangentes trancaram milhões de hectares de terra com o golpe de uma caneta, minando o conhecimento local e dizimando as economias rurais ".

"Estamos gratos que a ação de hoje permitirá que os fazendeiros retomem seu papel como mestres responsáveis ​​da terra e os motoristas das economias rurais", disse Craig Uden, presidente da National Cattlemen's Beef Association. "É fundamental que reformemos a Lei das Antiguidades para garantir que aquelas comunidades que dependam da terra tenham voz nas decisões federais de gestão territorial".

Trump deve em breve seguir a recomendação do secretário do Interior, Ryan Zinke, para reduzir o tamanho de outros monumentos do país ou torná-los menos restritivos. Isso faz parte de um plano mais amplo do governo Trump de liberar mais terras federais para atividades econômicas tradicionais como mineração.

Em tempo, enquanto fomenta a fiscalização ambiental na America Latina (veja aqui), o Governo americano protege seus cidadão dos abusos em nome do meio ambiente.

Veja aqui a confusão no Brasil quando o governo brasileiro tentou fazer coisa parecida na Floresta Nacional do Jamanxim.

Veja aqui a confusão no Brasil quando o governo brasileiro tentou fazer coisa parecida na Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca).

Veja aqui que o Ministério do ½ Ambiente fez o contrário no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Com informações da Dow Jones Newswires, Reuters,  portal AgDaily e imagem do Pixabay.

Trump ignora alertas e reconhece Jerusalém como capital de Israel

WASHINGTON/JERUSALÉM (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reverteu de forma abrupta uma política de décadas dos EUA e reconheceu Jerusalém como capital de Israel, provocando a indignação de palestinos e desafiando alertas sobre distúrbios no Oriente Médio.

Elogiado por Israel, Trump afirmou em discurso na Casa Branca que o seu governo iniciaria o processo de transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém, uma medida que deverá levar anos e que os seus antecessores evitaram tomar para que as tensões não aumentassem.

O status de Jerusalém, onde ficam locais sagrados para muçulmanos, judeus e cristãos, é um dos maiores obstáculos para um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

A comunidade internacional não reconhece a soberania de Israel sobre a cidade inteira, acreditando que o status do lugar deve ser resolvido em negociações.

“Eu determinei que é hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel”, disse Trump. “Enquanto presidentes anteriores fizeram do tema promessa importante de campanha, eles fracassaram em tomar a medida. Hoje, eu estou tomando.”

A decisão de Trump coloca sob risco o papel histórico dos EUA como mediador do conflito entre israelenses e palestinos e traz desgaste para as relações com aliados árabes dos quais Washington depende no esforço para se opor ao Irã e para combater militantes sunitas.

Israel considera a cidade a sua capital eterna e indivisível e quer todas as embaixadas lá. Os palestinos querem que a capital do seu Estado independente seja no leste da cidade, capturado por Israel na guerra de 1967 e então anexado, uma medida que nunca foi reconhecida internacionalmente.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, celebrou o anúncio como um “marco histórico” e insistiu que outros países também mudassem as suas embaixadas para Jerusalém.

Netanyahu declarou que qualquer acordo de paz como os palestinos deve incluir Jerusalém como capital de Israel. Se isso significa a cidade inteira sob o controle israelense, a ideia não seria aceitável para os palestinos.

DECEPÇÃO PALESTINA

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou nesta quarta que a cidade é “a capital eterna do Estado Palestino”. Abbas disse que a decisão de Trump equivale aos EUA abdicarem do seu papel de mediador.

Os palestinos disseram que a iniciativa de Trump significa o “beijo da morte” para a solução dos dois Estados, proposta que prevê um Estado palestino no território que Israel tomou em 1967, ou seja, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e o leste de Jerusalém.

Nenhum outro país tem embaixada em Jerusalém. El Salvador e Costa Rica tinham suas representações lá, mas as transferiram para Tel Aviv em 2006, dizendo querer seguir as normas internacionais.

Com a decisão sobre Jerusalém, Trump cumpre uma promessa de campanha e vai agradar conservadores republicanos e evangélicos, grupos que formam uma parte considerável da sua base de apoio.

Outros benefícios políticos para ele com a medida não estão claros.

“Ele não pode esperar ficar inteiramente do lado de Israel na maior parte dos temas sensíveis e complexos do processo e ainda esperar que os palestinos o vejam como mediador honesto”, disse Daniel Kurtzer, ex-embaixador dos EUA em Israel.

“O seu desejo declarado de fazer o ‘acordo final’ é agora uma vítima da ingenuidade da sua própria política”, afirmou.

O papa Francisco pediu que o status quo de Jerusalém fosse respeitado, dizendo que uma nova tensão agravaria ainda mais os conflitos mundiais. China e Rússia também expressaram preocupação de que os planos pudessem agravar as hostilidades no Oriente Médio.

Centenas de manifestantes de reuniram do lado de fora do consulado dos EUA em Istambul por causa da decisão de Trump.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o anúncio de Trump era lamentável e que Paris não dá apoio à medida. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que não há alternativa à solução dos dois Estados. “Não há plano B.”

Trump declarou que a sua iniciativa não tinha como objetivo fazer a balança pesar para o lado de Israel, e que qualquer acordo envolvendo o futuro de Jerusalém deveria ser negociado entre as duas partes.

Buscando suavizar o golpe que o seu anúncio representa para os palestinos, ele insistiu que não está tomando posição sobre “qualquer tema relacionado ao status final, incluindo os limites específicos da soberania israelense em Jerusalém ou a resolução sobre as fronteiras em disputa”.

Trump não mencionou os assentamentos judaicos em territórios ocupados.

Ele disse que permanecia comprometido com a solução dos dois Estados se as partes a quisessem.

O presidente pediu que a região recebesse a sua mensagem com calma.

“Haverá claro desacordo e divergência em relação ao meu anúncio, mas estamos confiantes de que no final, trabalhando esses desacordos, vamos chegar a um ponto de maior entendimento e maior cooperação”, afirmou Trump.

Ele disse que a sua iniciativa reflete a realidade de Jerusalém como centro da fé judaica e o fato de a cidade ser o local do governo israelense.

TRUMP ACERTA MAIS UMA AO ANUNCIAR MUDANÇA DE EMBAIXADA PARA JERUSALÉM (por Rodrigo Constantino)

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (6) a mudança da embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. A medida representa uma mudança radical na política americana para o Oriente Médio e põe em xeque a capacidade de Washington de mediar negociações entre palestinos e israelenses.

Em nota, a Casa Branca informou que o presidente anunciará a transferência em discurso às 13h locais (16h em Brasília). Junto com ele, será apresentado o cronograma para a construção de uma nova representação diplomática, que prevê inaugurar, no máximo, em quatro anos.

Nesta terça, o republicano havia informado por telefone o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, sobre o anúncio oficial.

“O presidente Abbas alertou [o presidente Trump no telefonema] para as consequências perigosas de tal decisão sobre o processo de paz e para a paz, a segurança e a estabilidade da região e do mundo”, afirmou o porta-voz do líder palestino, Nabil Abu Rdainah, em nota.

Mais tarde, Abbas fez um apelo para que o papa Francisco e os líderes da Rússia, da França e da Jordânia tentem dissuadir Trump.

Ora, que a imprensa toda veria a decisão de Trump como equivocada ou mesmo doida era esperado. A imprensa, afinal, odeia Trump, e faz parte do establishment politicamente correto e pusilânime que assumiu o poder no mundo todo.

A “paz” que desejam esses líderes é aquela onde Israel se submete, ponto. Nas negociações com Arafat, intermediadas pelo democrata Clinton, Israel cedeu em quase tudo, e mesmo assim o líder palestino recusou qualquer acordo, e lançou uma nova Intifada contra Israel.

Afirmar que palestinos terroristas e tribais bárbaros necessitam de algum pretexto para atacar judeus é não conhecer a realidade local. Eles simplesmente não aceitam a existência de Israel, querem varrê-lo do mapa. A única possibilidade de “paz”, portanto, é na derrota total de Israel, coisa que os judeus não consideram muito interessante. Preferem continuar existindo, esses egoístas!

André Lajst fez um comentário pertinente sobre o assunto:

Jerusalém é a capital de Israel por destino, vocação, história. Estive lá e posso atestar: é bem diferente de Tel Aviv. Menos cosmopolita, claro, e por isso mesmo mais representativa do que significa para o povo judeu viver naquela região.

Mas o politicamente correto quer exigir a redenção plena de Israel, para agradar aqueles que arrastam inocentes pelas ruas, usam as próprias crianças como escudo humano, e miram deliberadamente nas crianças judias como alvo. Há acordo com essa gente?

Demonstrar força e clareza moral não é um defeito. Defeito é a covardia, é bancar o bom moço como fazia Obama, ajudando a fortalecer os inimigos da liberdade. Israel está bem mais alinhado aos valores ocidentais que a América preza e representa.

Trump, portanto, está certo ao tomar essa decisão. O mundo pode ter se acostumado à pusilanimidade dos governantes ocidentais, mas é bom lembrar que ainda há quem esteja disposto a defender nossos valores. Ronald Reagan foi outro que agiu assim, e sabemos como tudo terminou: com a queda do Muro de Berlim e da União Soviética.

Quando o xerife do mundo fala manso, os inimigos da liberdade ficam mais assanhados…

Rodrigo Constantino

Fonte: Blog Ambiente Inteiro/Reuters

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Hoje "naveguei" no blog Ambiente Inteiro, e acho uma pena os artigos não ter assinatura, nem identificação clara de quem é seu editor. O blog é muito bom e presta um grande serviço de informação ao produtor ao mostrar aquilo que os politicos não querem que a classe produtora rural saiba. Pois bem, minha opinião é a de que o nosso site Noticias Agricolas, parafraseando o Enéas, perdoem a audácia de dizer "nosso", acerta em publicar o blog. Tenho porém pelo menos por hora, uma consideração a ser feita em relação à uma matéria, http://www.codigoflorestal.com/2017/12/norte-americanos-fomentam-rede-de.html , com relação à esse titulo penso não ser os 'norte americanos" mas os americanos ligados ao partido democrata americano que agem em conjunto com a esquerda nacional e não o povo norte americano, eles lá estão vencendo a batalha contra o esquerdismo e recuperando a soberania nacional. Se o blog possui orientação politica e tem ligação com partidos ou politicos é bom que deixe claro.

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