Casos de cólera sobem para 271 na cidade moçambicana de Beira após ciclone

Publicado em 30/03/2019 20:02 e atualizado em 31/03/2019 02:33
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MAPUTO (Reuters) - O número de casos confirmados de cólera na cidade portuária de Beira, em Moçambique, após a passagem de um ciclone quase dobrou para 271 nas últimas 48 horas, disse o governo do país neste sábado.

O governo e equipes de ajuda buscam conter a disseminação da doença após a passagem do ciclone Idai por Beira em 14 de março, provocando enchentes catastróficas e matando mais de 700 pessoas em Moçambique, Zimbábue e Malaui.

Na abertura de um centro temporário de tratamento em Beira, o ministro do Meio Ambiente, Celso Correia, disse que houve 271 casos de cólera informados. Ele disse que 138 desses chegaram a centros médicos nas últimas 48 horas.

"Não temos nenhuma morte registrada dentro de nossos hospitais", disse Correia.

Na sexta-feira, ele disse que ao menos duas pessoas haviam morrido fora de hospitais com sintomas como desidratação e diarreia.

Número de mortos pelo ciclone Idai sobe a 746

BEIRA, Moçambique (Reuters) - Centenas de milhares de pessoas precisam de alimentos, água e abrigo depois que o ciclone Idai atingiu o Moçambique, o Zimbábue e o Malauí.

Até sábado, ao menos 746 pessoas morreram devido à tempestade e à enchente que ela provocou.

Inundação no Afeganistão mata 32 e destrói mais de 700 casas

Inundações repentinas mataram pelo menos 32 pessoas no oeste do Afeganistão, destruíram casas e varreram abrigos improvisados que receberam várias famílias, disse uma autoridade do governo neste sábado.

As inundações causadas por fortes chuvas começaram a se espalhar na quinta-feira e deixaram um rastro de devastação passando por sete províncias, disse Hasibullah Shir Khani, um porta-voz da Autoridade Nacional de Gerenciamento de Desastres do Afeganistão.

 

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As inundações pioraram uma situação já desesperadora. Centenas de milhares de pessoas foram desabrigadas na região pela severa seca do ano passado e pela guerra de 17 anos com o Taleban.

As inundações no início de março causaram mais destruição e colocam a colheita de trigo deste ano em risco.

“Minha casa e minha terra foram destruídas pelas inundações. Se você for ver a destruição, faz você chorar”, disse Shir Ahmad, que vive em uma cidade na província de Herat, que faz fronteira com o Irã.

Crianças andavam com dificuldade por áreas com lama e água até o joelho pelos acampamentos organizados para os desabrigados após a chuva. Algumas famílias amarravam roupas e lençóis para secar.

As inundações destruíram centenas de casas, alguns locais históricos, milhares de hectares de terra, pontes e estradas, disse Jilani Farhad, porta-voz da província./ REUTERS

Fonte: Reuters

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