Código Florestal: deputados divergem e Comissão pede objetividade para 15h

Publicado em 05/07/2010 11:58 e atualizado em 05/07/2010 14:48 387 exibições

Aos caminhos que levam à tão aguardada aprovação do novo Código Florestal retornou hoje por volta das 9 horas no Plenário 2 da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), e deve ser dividida em dois momentos. Neste primeiro, o relator Aldo Rebelo (PCdo B) e o presidente da Comissão, Moacir Micheletto (PMDB-PR) ouviram os deputados inscritos para votarem esta proposta, a fim de apontar detalhes no relatório apresentado na semana passada.

 

Deputados catarinenses como Celso Maldaner (PMDB-SC), defendem a sua legislação estadual sobre o meio ambiente e pedem agilidade para uma solução dos problemas.

 

Após pedido para que assessores fossem retirados da bancada reservada apenas aos deputados, Moreira Mendes (PPS-RO) lembra dos interesses externos sobre as florestas brasileira citando o relatório americano "Fazendas aqui, florestas lá". Para ele, não existe recuperação ambiental, mas o Brasil precisa urgente consolidar as suas áreas ocupadas. Mendes aponta que o relatório de deputado Aldo deve esclarecer melhor as áreas ambientais citadas, uma vez que impossibilite margem errada para a interpretação.

 

O deputado Sarney Filho (PV-MA), que já foi Ministro do Meio Ambiente durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso, pede mais tempo para que se avalie a mudança do Código devido a proximidade da eleição presidencial este ano, como também acredita que seja preciso analisar a floresta dentro de uma realidade internacional, como patrimônio mundial aos interesses econômicos.

 

Homero Pereira (PR-MT), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Anselmo de Jesus (PT-RO) e Duarte Nogueira (PSDB-SP)  não acreditam que este novo Código Florestal alcance todos os ajustes necessários, mas possui condições necessárias para amparar o problema. Heinze afirma que as reservas legais foram responsável por colocar terras agrícolas na ilegalidade. Nogueira aposta na consolidação sustentável preservando as florestas na medida legal tanto para quem fiscaliza, quanto para os produtores.  

 

Para Ricardo Tripoli (PSDB-SP), o que falta é lembrar também da imensa fauna brasileira, já que muito se discute não ou novas aberturas de terras para a agricultura.

 

Aldo Rebelo fez considerações finais para o encerramento desta primeira parte do dia por volta do meio dia e meia agradecendo a manifestação dos presentes e pediu para que os discursos dos politicos sejam mais objetivos a fim de apontar as fragilidades do relatório sem que outras divergências tomem conta da pauta principal.

 

O presidente Micheletto encerrou a assembléia logo em seguida, anunciando que a partir das 15 horas começará então a leitura do Código. O deputado afirmou que desde o início dos trabalhos, em 29 de julho de 2009, o maior aprendizado fora o exercício da tolência, assim, pediu aos presentes colaboração no segundo horário do dia. 

 

 

 

Fonte:
Redação NA

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