Restrição temporária ao milho transgênico na Rússia não afeta o Brasil

Publicado em 05/10/2012 08:43 426 exibições
Produtores rurais brasileiros não devem ser impactados com a decisão do país europeu de suspender as importações do produto.
A decisão da Agência de Saúde Pública e Defesa do Consumidor da Rússia em suspender temporariamente as importações de milho transgênico não afetará os produtores rurais brasileiros, de acordo com Alysson Paolinelli, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). “Os produtores brasileiros não precisam se preocupar com a suspensão das importações pela Rússia, pois o potencial de vendas do milho brasileiro não será afetado. Esta decisão foi tomada de forma precipitada - valendo-se do princípio da precaução - após a publicação de um estudo controverso sobre uma variedade de milho transgênico em ratos de laboratório”, afirma Paolinelli. Ainda, segundo Paolinelli, o princípio da precaução serve para gerenciar riscos e não para avaliá-los. 

De acordo com dados da consultoria de economia agrícola Céleres, a Rússia não está entre os principais países compradores de milho do Brasil. De agosto de 2011 até agora, o Brasil exportou cerca de 120 mil toneladas de milho para a União Europeia e ainda menos do que isso para a Rússia. No mesmo período, o Brasil exportou mais de 12 milhões de toneladas do cereal. 

Para Paolinelli, o volume de milho brasileiro com destino à Rússia é insignificante, pois o foco do país europeu são as carnes suínas e bovinas. “Não há chances de o produtor brasileiro sair prejudicado. Além disso, há 10 anos este milho é consumido no mundo e também usado para alimentar animais. Nunca houve qualquer caso parecido”, completa. O Brasil é um grande produtor de grãos e consome mais de 50 milhões de toneladas de milho anualmente.
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Abramilho

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