União Europeia autoriza importação de milho transgênico e beneficia Brasil

Publicado em 22/10/2012 13:34 e atualizado em 22/10/2012 14:55 1366 exibições
Nesta segunda-feira (22), a União Europeia anunciou a liberação das importações do milho transgênico MIR 162. Essa liberação acontece depois de a Europa ficar diante de uma escassez de oferta, já que importantes países produtores foram atingidos por uma séria estiagem, bem como o que aconteceu nos Estados Unidos. 

Nações como a França e a Espanha tiveram sua produção bastante prejudicada, a safra norte-americana perdeu mais de 100 milhões de toneladas, e agora a Europá busca fornecedores alternativos de matéria prima. O Brasil, de acordo com Flávio Oliveira, operador de mesa da Mc Donald & Pelz, deverá ser o principal protagonista deste novo momento do mercado. 

Atualmente, de acordo com Oliveira, o Brasil é o único país com um excedente de safra volumoso o suficiente para suprir essa "nova" demanda e já estima que as exportações brasileiras de milho possam alcançar as 20 milhões de toneladas até fevereiro de 2013. Atualmente, as estimas apontam para algo entre 17 e 18 milhões de toneladas. 

Outro exportador que poderia contribuir para suprir essa demanda seria a Argentina, que também cultiva a variedade MIR 162. No entanto, como explicou Flávio Oliveira, o governo, tentando proteger o mercado interno, tem "dificultado a saída do milho". 

Mercado - Essa liberação feita pela União Europeia deverá oferecer algum impulso aos preços do milho no mercado interno brasileiro.

"O mercado já vinha firme desde a semana passada e deve continuar assim por um tempo. E essa notícia da Europa deverá dar ainda mais firmeza aos preços porque veremos o Brasil aumentando suas exportações de milho. Já pudemos ver preços melhores nos portos e nos prêmios de exportação", diz o operador.  

Já no mercado internacional de milho, mais precisamente nos futuros negociados em Chicago, essa informação, porém, não deverá registrar muito impacto. 

Variedade MIR 162 - A variedade MIR 162 é plantada no Brasil desde a safra 2010/11 e foi aprovada pela CTNBio (Comissão Nacional de Biossegurança) em 28 de setembro de 2009. A cultivar é produzida pela empresa Syngenta. 
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Por:
Carla Mendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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