Plantio em terras baixas é a saída para aumentar produção gaúcha de milho e atender demanda

Publicado em 05/03/2013 09:58
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A plantação de milho nas terras baixas, em rotação com a cultura do arroz, é uma das possibilidades que pode dar respostas à necessidade do Rio Grande do Sul de aumentar a produção de milho, visando atender à demanda interna, especialmente a originada pelas cadeias produtivas dos suínos e aves. A idéia foi defendida nesta segunda-feira (04), no 5º Fórum Nacional do Milho, durante a Expodireto/Cotrijal, em Não-Me-Toque.

Depois de explicar que o Governo do Estado tem uma proposta de política agrícola que atua em transversalidade com as políticas do Governo Federal, o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Cláudio Fioreze complementou dizendo que para produzir os 2 milhões de toneladas de milho que o mercado gaúcho necessita é necessário ocupar as terras baixas e várzeas com milho irrigado. "Temos tecnologia para isso e um exemplo é o trabalho desenvolvido pelo Irga, em parceria com a iniciativa privada, no desenvolvimento da microcamalhoneira, que permite drenar o excesso de água e irrigar a cultura quando necessário".

Outra questão enfatizada pelo secretário adjunto foi em relação ao produtor de fumo. Segundo ele, existem em torno de 120 mil estabelecimentos que plantam tabaco no Rio Grande do Sul e muitos deles já estão envolvidos no programa da Secretaria da Agricultura com a Souza Cruz , que estimula o plantio de milho e do feijão após a colheita do fumo. "Estamos em fase final de elaboração de um projeto que integra irrigação nessas áreas e busca formas de secar e estocar o milho nas mesmas estufas utilizadas para secar as folhas de fumo", explicou Fioreze.

Ao concluir, o secretário obsevou o bom momento que vive a cultura do milho, destacando as linhas de financiamento proporcionadas pelos governos do Estado e Federal para a comercialização do grão, e disse que a Secretaria da Agricultura trabalha para que o Estado alcançe 50 mil hectares de área de milho com irrigação.
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Fonte: Governo do Rio Grande do Sul

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