Milho chegará à Bahia de navio

Publicado em 05/04/2013 18:29 928 exibições
Vinte mil toneladas de milho, das 80 mil anunciadas pela presidente Dilma Rousseff para atender aos criadores familiares da Bahia, chegarão de navio ao Estado, conforme decisão tomada durante reunião do secretário estadual da Agricultura e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri), engenheiro agrônomo Eduardo Salles, no Palácio do Planalto, com os secretários executivos de diversos ministérios e do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e dos secretários de Agricultura dos estados nordestinos. O total de 80 mil toneladas de milho, (das 340 mil destinadas ao Nordeste), chegarão à Bahia entre os meses de abril e maio.

As 20 mil toneladas que virão de navio serão administradas pelo governo baiano, que adotará as providências para a venda balcão aos criadores familiares, ao preço de R$ 18,12, com o limite máximo de 6 mil quilos por produtor. Os recursos gerados com a venda de parte dessas 20 mil toneladas serão aplicados na produção de volumosos para distribuição aos criadores familiares. “Nesse momento, alimentar os animais somente com milho é como querer engordar uma pessoa com caviar. Nós precisamos viabilizar também o volumoso para juntar ao milho, e dar sustentabilidade ao rebanho destes produtores”, disse o secretário.

Salles explicou que o encontro no Palácio do Planalto, que teve como pauta a questão do milho, a compra de volumoso para alimentação animal, ações preparatórias para o pós-seca e ações permanentes da agropecuária “foi uma importante e proveitosa reunião de trabalho para operacionalizar as medidas anunciadas na véspera pela presidente Dilma, durante a 17ª reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Fortaleza (CE), da qual participaram o governador Jaques Wagner e o secretário Rui Costa, Casa Civil, coordenador do Comitê da Seca”. Ainda neste mês, uma nova reunião será realizada para discutir o cenário depois do mês de junho. 

O secretário agradeceu ao governo federal pela sensibilidade diante dos graves problemas enfrentados pelos estados nordestinos com a seca prolongada, e afirmou que o transporte de milho por meio de navio vai facilitar a remoção dos grãos. A utilização do sistema de cabotagem, a partir do Porto de Paranaguá para os portos nordestinos vinha sendo reivindicada pelo Conselho Nacional de Secretário de Agricultura desde junho do ano passado.

As demais 60 mil toneladas virão por transporte terrestre, ensacadas e postas nos armazéns da Conab. O secretário acredita que as dificuldades não serão tão graves em função da safra de milho do Oeste do Estado e do Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), cuja colheita inicia agora, e dará mais agilidade à aquisição dos grãos pela Conab. Os produtores dessa região devem participar dos leilões da Conab e o secretário estimula para que eles façam isso.
PRODUÇÃO DE VOLUMOSO
Salles informou que as pautas sobre ações preparatórias para o pós-seca e ações permanentes da agropecuária serão discutidas no próximo dia 22, em Petrolina, na sede da Embrapa Semiárido, em reunião da qual participarão as mesmas pessoas do encontro em Brasília. “Precisamos recuperar as pastagens e os rebanhos, e nessa reunião de trabalho vamos discutir como as ações com esses objetivos serão realizadas”, disse o presidente do Conseagri, citando, por exemplo, a questão de como obter sementes de capim para recuperar as pastagens. “Neste momento, por exemplo o governo da Bahia está tomando as providências burocráticas de seleção de criadores e processo de compra para as doações de 40 mil caprinos e ovinos, mas só poderemos iniciá-las quando os pastos estiverem recuperados, é lógico”, disse. Na pauta da reunião do dia 22 constarão também temas como crédito, Plano Safra do Semiárido, e a questão de ações permanentes de convivência no semiárido.
A oferta de volumosos, mesmo nos estados que possuem usinas de cana, já não existe mais, e para suprir essa necessidade a solução apontada durante a reunião em Brasília foi a utilização dos perímetros irrigados que tenham fonte hídrica constante, como o rio São Francisco, para plantio de uma variedade de milho precoce da Embrapa, (BRS Gorutuba), que em 45 dias estará pronto para o corte, produzindo 30 toneladas por hectare.

Salles informou que o governo do Estado deverá fazer contrato de empreitada rural como os pequenos produtores dos perímetros irrigados na região de Juazeiro, Bom Jesus da Lapa, Barreiras, dentre outros, com estimativa de pagar até R$ 150,00 por tonelada de volumoso. Parcerias também serão celebradas com as prefeituras para fazer com que o volumoso chegue aos criadores cadastrados nos escritórios da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). “Dessa forma, viabilizamos a oferta do volumoso e criamos uma alternativa de renda para o agricultor familiar dos perímetros irrigados”, concluiu o secretário.
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Fonte:
AI Seagri-BA

4 comentários

  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    em meu comentário,sobre esta noticia,onde está escrito MORRERAM,le-se MOERAM.

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  • Dalto Roberto Brasil Uberlandia - MG

    Falo tudo o amigo Otavio Behling de Cuiaba MT

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  • Vilson Ambrozi Chapadinha - MA

    São ações típicas de governos que não entendem o que se passa no campo e só pensam em politicagens... O que me leva mais uma vez a esta reflexão: Aqui no NE,o rebanho dos pequenos criadores já se perdeu, parte foi vendida a criadores do Pará e, ou do Maranhão, outra, infelizmente morreu de fome. A seca no semiárido já dura 18 meses, e, em 18 meses, um bezerro nasce e fica pronto para o abate. Os que sobraram na atividade, foram os criadores maiores e mais capitalizados, a estes, que o governo quer atender agora. Este milho, deveria ter sido enviado no ano passado, lá por abril, quando o cerrado do MAPITOBA, colheu bem, e inclusive, exportou por Itaqui diversas cargas, quando ainda tinha volumoso para misturar. Situação atual é a seguinte, morreram as ramas de mandioca brava para alimentar ruminantes, tanto, que em regiões de plantações de mandioca, não se tem mais as RAMAS ou MANIVAS, para reiniciar os plantios... E nem chuvas. Os menos informados, tanto do NE, como do Brasil, aplaudem!

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