Indústria alimentícia da China compra sorgo dos EUA, com esgotamento das cotas de importação de milho

Publicado em 11/09/2013 18:45
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Compras de sorgo americano pela China devem atingir 1 milhão de toneladas na safra de 2013/14

As grandes empresas alimentícias da China estão cada vez mais procurando o sorgo dos Estados Unidos, depois de terem esgotado seu limite anual de importação de milho, o grão preferido para produção de ração animal. As informações são da Reuters. 

O aumento das importações chinesas deve aumentar os preços do sorgo nos próximos anos nos Estados Unidos, o maior produtor do grão no mundo, que deve colher uma grande safra este ano. Os preços do sorgo norte-americano estão sustentados em partes devido às compras da China, segundo especialistas. 

De acordo com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, as compras de sorgo americano pelos chineses sinaliza que eles estão precisando de componentes para ração. "Isso é indicativo de que eles tiveram problemas em sua safra de grãos e provavelmente irão precisar importar mais milho, trigo, sorgo e outros grãos em geral para atender sua demanda", afirma.    

Segundo a Reuters, as fábricas da China já atingiram seu limite de importação de 2,88 milhões de toneladas de milho este ano e não devem importar mais do grão até o final deste ano, quando Pequim divulgará novas cotas para 2014. O milho doméstico (produzido na China) não é uma opção viável, já que é bem mais caro que o sorgo dos Estados Unidos.      

Como alternativa, as fábricas já compraram aproximadamente 800 mil toneladas de sorgo dos EUA, para embarque entre 2013/14, iniciando em setembro. Mas analistas apostam que as compras devem atingir 1 milhão de toneladas, se os preços continuarem atrativos. 

A China definiu um limite na cota anual de importação de 7,2 milhões de toneladas de milho, com tarifas baixas. Dessas importações, 60% é feita por empresas estatais. O milho é o grão preferido pelas fábricas, já que é produzido em grandes quantidades. 

As importações de sorgo, que tem valor nutricional similar ao do milho, não estão sujeitas à restrição de cotas, e os compradores só precisam pagar uma taxa de importação de 2% e 13% imposto sobre o valor agregado de suas compras. As fábricas estariam sujeitas a uma taxa de importação de 65% se decidissem importar milho acima do limite de suas cotas. 

Com informações da Reuters

Tradução: Fernanda Bellei

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Fonte: Reuters

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