Milho: Diante da crise na Ucrânia, preços terminam pregão em alta na CBOT

Publicado em 03/03/2014 17:30 e atualizado em 03/03/2014 18:06 850 exibições

Após uma sessão bastante nervosa, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão do lado positivo da tabela. Nesta segunda-feira (3), os principais vencimentos da commodity registraram uma valorização de quase 4%, cotações mais altas desde setembro de 2013. Porém, ao longo das negociações, os preços reduziram os ganhos e terminaram o dia com altas entre 6 e 7,25 pontos. O contrato maio/14 era cotado a US$ 4,70 por bushel.

Os preços do milho foram impulsionados pela ameaça de guerra na Ucrânia, um dos principais exportadores do cereal e de trigo. No domingo, o governo ucraniano sinalizou que mobilizará suas reservas do exército para garantir a segurança e integridade do seu território. A medida foi anunciada após a Rússia assumir o controle da região ucraniana do Mar Negro na região da Crimeia.

As informações alimentaram os temores de interrupção nos embarques do Mar Negro, uma das principais zonas de exportação de grãos do mundo. A Ucrânia é o terceiro maior exportador de milho no mundo e, esse ano, os embarques deverão totalizar 18,5 milhões de toneladas, cerca de 16% de todo o cereal consumido no mundo. 

Apesar de cenário, o analista de mercado da Corretora Jefferies, Stefan Tomkiw, explica que o mercado tem levado em consideração a possibilidade de resolver a questão de forma diplomática. “O que existe no momento é uma intenção do governo norte-americano em mostrar para o governo russo que existem custos envolvidos em uma eventual invasão na região da Crimeia. Entretanto, caso ocorra uma intervenção militar, isso deve trazer mais stress e nervosismo para o mercado internacional de grãos”, afirma. 

Outro fator que também exerceu pressão positiva sobre os preços do milho em Chicago foram os números dos embarques semanais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Ainda hoje, o departamento norte-americano reportou os embarques em 1.044,300 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 27 de fevereiro. O volume é superior ao anunciado na última semana, de 804,464 mil toneladas.

Na safra passada, no mesmo período, os embarques do cereal somaram 411,424 mil toneladas. Já o volume acumulado de milho embarcado, o departamento informou que para o grão são 17.99,323 milhões de toneladas, contra 9.256,497 milhões de toneladas registradas no ano anterior.

Ainda na visão do analista de mercado, a expectativa de que a Agência de Proteção Ambiental (Epa, na sigla em inglês) dos EUA deva anunciar nos próximos dias uma revisão no mandato de produção de etanol também deu tom positivo aos preços. “O mercado espera que possa vir um aumento na produção, algo em torno de 13,5 bilhões de galões nesse novo mandato, até agora temos 13 bilhões de galões, isso contribui para a firmeza no mercado de milho”, ressalta Tomkiw. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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