Milho: Mercado ainda reflete números do USDA e opera em alta na CBOT

Publicado em 01/04/2014 09:12 740 exibições

As cotações futuras do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado positivo da tabela nesta terça-feira (01). Os principais contratos da commodity dão continuidade aos ganhos registrados na última sessão e, por volta das 8h59 (horário de Brasília), os vencimentos apresentavam altas entre 4,00 e 4,50 pontos. O contrato maio/14 era cotado a US$ 5,06 por bushel.

Os preços do cereal foram impulsionados pelos números divulgados nesta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão reportou os estoques de milho em 1º de março, em 177,96 milhões de toneladas, já a área cultivada na próxima safra 2014/15 foi indicada em 37,11 milhões de hectares.

Ambos os números ficaram abaixo das expectativas do mercado de 180,32 milhões de toneladas e 37,53 milhões de hectares, respectivamente. De acordo com informações da agência internacional Bloomberg, o contrato maio cotado a US$ 5,04 por bushel atingiu o nível mais alto desde 27 de agosto. No último pregão, os contratos exibiram valorização de 22% frente ao valor de fechamento de US$ 4,12 por bushel no dia 9 de janeiro.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Números do USDA impulsionam preços e maio/14 chega a US$ 5,02/bu

Nesta segunda-feira (31), as cotações futuras do milho terminaram o pregão do lado positivo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity reverteram as perdas e fecharam com altas de mais de 10 pontos. O contrato maio/14 encerrou o dia cotado a US$ 5,02 por bushel, valorização de 2,03% em relação à última sessão.

Os preços futuros do cereal foram impulsionados pelos números de estoques trimestrais e intenção de plantio para os EUA, ambos divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda. O órgão reportou os estoques de milho no país em 177,96 milhões de toneladas, até o dia 1º de março. O número e inferior às expectativas do mercado, de 180,32 milhões de toneladas. 

Já a próxima safra 2014/15, os produtores norte-americanos deverão cultivar cerca de 37,11 milhões de hectares, contra os 37,53 milhões de hectares esperados pelos investidores. O número representa uma redução de 4% em relação ao semeado na última temporada, de 38,9 milhões de hectares.

De acordo com o consultor em agronegócios, Flávio França, os números vieram altistas para os preços do milho. “No caso do cereal, os estoques estão mais ajustados, o que salienta uma preocupação com os preços do milho na safra velha e mostra uma preocupação com a safra nova, uma vez que a área cultivada será menor e isso pode trazer mais aperto para os estoques norte-americanos. Para o milho, os números são positivos tanto para a safra velha como para a safra nova”, afirma.

Paralelo a esse cenário, os números das vendas semanais anunciados pelo departamento deram um tom positivo aos preços. O departamento norte-americano reportou as vendas semanais de milho em 1.327.575 toneladas na semana encerrada no dia 27 de março. Na semana anterior, o número anunciado pelo USDA foi de 1.150.102 toneladas (número revisado). 

Em igual período do ano anterior, o total inspecionado foi de 501.851 toneladas. Já no total acumulado no ano safra, que teve início no dia 1° de setembro, as vendas somam 22.403.648 toneladas, contra 10.983.953 milhões de toneladas no ano anterior.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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