Milho: Preços recuam em Chicago, mas fundamentos ainda são positivos

Publicado em 04/04/2014 09:04 535 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham com leves quedas, próximos da estabilidade nesta sexta-feira (4).Por volta das 8h50 (horário de Brasília), as primeiras cotações do cereal exibiam perdas de 0,50 ponto e os mais longos exibiam ligeiras altas. O vencimento maio/14 era cotado a US$ 4,99 por bushel.

O mercado recua após os ganhos registrados na sessão anterior. Ainda assim, analistas afirmam que, os fundamentos para o mercado continuam positivos. E que de agora em diante, as especulações sobre o clima nos EUA começam a ganhar a atenção dos investidores.

No último pregão, as previsões climáticas apontando para chuvas no Corn Belt, situação que se confirmada poderá comprometer a evolução do plantio do grão, impulsionaram os preços em Chicago. Desde o início do ano, as cotações futuras já registraram uma alta de 18%.

Paralelo a esse cenário, a demanda pelo produto norte-americano permanece aquecida. Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou as exportações semanais em 960.600 toneladas, na semana encerrada no dia 27 de março.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira (3):

Milho: Com foco no clima nos EUA, preços fecham em alta em Chicago

Após uma sessão volátil, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quinta-feira. As principais posições da commodity conseguiram se sustentar acima do patamar de US$ 5,00 por bushel e terminaram o dia com ganhos entre 4,25 e 4,50 pontos. O vencimento maio/14 subiu 0,85% e encerrou o pregão negociado a US$ 5,00 por bushel.

As especulações sobre o clima nos Estados Unidos começam a ganhar força no mercado internacional, fator que deu suporte aos preços futuros nesta quinta-feira. As previsões climáticas indicando chuvas em algumas partes do cinturão produtor norte-americano, se confirmadas, podem atrasar o preparo do solo para o início da semeadura da temporada 2014/15 no país. 

O analista de mercado, Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria, já está se configurando um atraso no plantio do milho nos EUA. “Agora, a questão climática vai ganhar a atenção do mercado, mais até do que os números de oferta e demanda. Será importante acompanhar os números de evolução do plantio”, diz.

Além disso, os fundamentos continuam positivos no mercado de milho e as exportações norte-americanas de milho permanecem aquecidas. Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que as exportações semanais da safra 2013/14 somaram 960.600 toneladas, até a semana encerrada em 27 de março, contra 1.408.300 toneladas anunciadas na semana anterior.

Já em relação à média das últimas quatro semanas, o número representa uma diminuição de 12%. Para a safra 2013/14, o principal comprador do grão foi o Japão com 236.500 toneladas. Em contrapartida, para a safra 2014/15, o dado apresentou um aumento e passou de 28.400 toneladas para 37.900 toneladas. 

Ainda de acordo com informações divulgadas pela agência internacional Bloomberg, as cotações do cereal já registraram uma valorização de 17% desde o início do ano. As altas são decorrentes, principalmente, das especulações sobre possíveis conflitos na região da Crimeia, entre a Ucrânia e a Rússia e também com a expectativa de redução no plantio da safra 2014/15 norte-americana. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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