Milho: À espera do USDA, mercado opera próximo da estabilidade

Publicado em 09/04/2014 08:43 609 exibições

Nesta quarta-feira (9), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo misto, próximos da estabilidade. Por volta das 8h29 (horário de Brasília), as primeiras posições da commodity exibiam leves ganhos entre 0,50 e 1,75 pontos. O contrato maio/14 era cotado a US$ 5,08 por bushel, valorização de 0,39% em relação ao fechamento do último pregão.

Frente ao novo relatório de oferta e demanda mundial e dos EUA, que será divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quarta, os investidores adotam uma postura mais cautelosa. A expectativa é que o órgão norte-americano reporte uma redução nos estoques de milho do país.

A estimativa é que os estoques sejam de 35,64 milhões de toneladas, contra 36,98 milhões de toneladas anunciadas no relatório de março. Para a produção brasileira também é esperada um recuo, de 70 milhões de toneladas para 69,8 milhões de toneladas.

Ainda segundo os participantes do mercado, a safra da Argentina deverá apresentar um leve aumento e totalizar 24,1 milhões de toneladas. 

Do lado fundamental, o cenário ainda é positivo aos preços do cereal. A demanda segue forte pelo produto dos EUA e a expectativa é que haja redução na área cultivada com o grão na safra 2014/15. Em contrapartida, as notícias de clima começam a ser mais observadas pelo mercado, uma vez que, condições climáticas desfavoráveis podem atrasar o plantio da produção norte-americana.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Frente a um possível atraso no plantio nos EUA, preços fecham em alta

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços futuros do milho fecharam o dia do lado positivo da tabela. Durante as negociações, as principais posições da commodity reverteram as perdas e terminaram a sessão com ganhos entre 6,25 e 7,75 pontos. o contrato maio/14 era cotado a US$ 5,07 por bushel, valorização de 1,55% em relação à última sessão.

De acordo com a analista em agronegócio da Céleres Consultoria, Aline Ferro, os rumores de um possível atraso no plantio da safra 2014/15 nos EUA deram suporte aos preços futuros. "Mas, por enquanto, são só especulações do mercado", afirma.

O fator clima tem ganhado força no mercado nos últimos dias e exercido influência nas cotações, já que, caso as condições climáticas sejam desfavoráveis poderá prejudicar o cultivo da safra norte-americana. Se o plantio atrasar no país, os investidores acreditam que o cereal possa perder mais espaço para a soja.

Além disso, na sessão desta terça-feira, os preços refletiram as estimativas para o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os números deverão ser divulgados nesta quarta-feira (9).

os investidores acreditam que os estoques de milho norte-americanos apresentem uma redução de 36,98 milhões de toneladas para 35,64 milhões de toneladas. Na última temporada, o número anunciado pelo departamento foi de 20,85 milhões de toneladas.

A safra brasileira também deverá registrar um leve reajuste e totalizar 69,8 milhões de toneladas, contra 70 milhões de toneladas projetadas no mês de março. Na contramão desse quadro, a produção de milho da Argentina deverá apresentar um ligeiro aumento de 24 milhões de toneladas para 24,1 milhões de toneladas.

Ainda na visão da analista, os fundamentos são positivos para o mercado de milho. Nos EUA, a demanda pelo produto permanece aquecida e a área cultivada com o milho no país deverá registrar uma redução nesta safra 2014/15, conforme apontou o USDA.

BMF&Bovespa

As cotações futuras do milho exibem ligeiros recuos na sessão desta terça-feira. A analista explica que, os vendedores estão retraídos no mercado. Os produtores ainda esperam por preços melhores para realizar a comercialização.

No Mato Grosso, a comercialização da safrinha chegou a 11,5% até abril, conforme apontou o Imea (Instituto de Economia Agropecuária) nesta terça-feira. Até março foram vendidas cerca de 2 milhões de toneladas, com preço médio de R$ 14,50 a saca. 

Já no Paraná, a comercialização da segunda safra alcançou o patamar de 2%, segundo informações do Deral (Departamento de Economia Rural). No mesmo período do ano passado o volume negociado era de 5%. 

"No mercado interno, os preços estão firmes e a tendência é que os preços se mantenham em patamares mais firmes do que os registrados no ano anterior, situação decorrente da queda na safra de verão e inverno no país", relata Aline.

De acordo com levantamento da consultoria, a safra de verão deverá totalizar 34 milhões de toneladas, uma redução de 8,4% frente ao colhido na última safra, de 37,13 milhões de toneladas. A safrinha foi projetada em 44,4 milhões de toneladas, o número é 4,2% menor do que o colhido no ano passado, de 46,34 milhões de toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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