Milho: Em Chicago, números do plantio nos EUA dá suporte aos preços

Publicado em 22/04/2014 13:38 822 exibições

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham com ligeiras altas nesta terça-feira (22). As cotações se recuperam após as perdas registradas na última sessão e, por volta das 12h38 (horário de Brasília) apresentavam ganhos entre 2,00 e 3,25 pontos. O vencimento maio/14 era cotado a US$ 4,91 por bushel.

O mercado encontra suporte nos números referentes ao plantio do milho nos EUA, divulgado nesta segunda-feira pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O departamento reportou a semeadura do grão em 6% da área estimada nesta safra, até o dia 20 de abril. Na última semana, o número era de 3%. 

O índice é maior ao registrado no mesmo período do ano passado de 4%, porém menor do que da média dos últimos cinco anos, de 14%. De acordo com o economista da Agrogt Corretora de Cereais, Rodrigo Della Pace, o clima ainda não favorece o plantio do cereal no país. 

"Mas se as condições climáticas melhorarem ao longo desta semana, teremos o reflexo do avanço do plantio somente no relatório de acompanhamento de safras na próxima semana", afirma o economista.

Com o início da semeadura da safra 2014/15 nos Estados Unidos, o fator clima ganha força e traz volatilidade aos preços futuros em Chicago. Ainda assim, o economista destaca que os fundamentos do mercado do milho são positivos.

"A área cultivada nos Estados Unidos deverá ser menor nesta safra e caso tenhamos problemas climáticos no país, que possa comprometer a produtividade das lavouras, poderemos ver os preços romper o patamar de US$ 5,50 por bushel, em longo prazo. Já no curto prazo, as cotações podem testar o nível de US$ 5,10 por bushel", destaca Pace.

Paralelo a esse cenário, a demanda pelo produto norte-americano permanece aquecida. Nesta segunda-feira, o USDA anunciou as vendas semanais de milho em 1.599 milhão de toneladas. Na última semana, o número foi de 1.448,812 toneladas. Ainda hoje, o departamento norte-americano reportou a venda de 240 mil toneladas de milho para o México. O volume deverá ser entregue na safra 2014/15.

Mercado interno

No Brasil, os preços do milho seguem estáveis em importantes praças. E diante da preocupação com o clima para a safrinha, os produtores, que estão capitalizados, seguem cautelosos nas vendas à espera de cotações melhores. 

“E durante os meses de abril e maio temos mais disponibilidade de milho no mercado interno, entretanto, em plena safra, os produtores seguram as vendas. Já os compradores não estão agressivos esta semana e compram da mão pra boca, pois sabem que há milho. Talvez, esse cenário possa mudar na próxima semana”, diz Pace. 

A tendência para os preços do cereal é de suporte e a expectativa é que as cotações se mantenham em níveis maiores do que os registrados no ano anterior. Ainda na visão do economista, não há fatores que indiquem uma explosão nos preços do grão, pelo menos, por enquanto. Em contrapartida, se as condições climáticas forem desfavoráveis ao desenvolvimento da safrinha brasileira, as cotações podem apresentar nova valorização.

Nesta terça-feira, a saca é negociada a R$ 31,80 em Campinas (SP) CIF. Já em Campo Mourão (PR), o valor é de R$ 27,00, no MT, em Lucas do Rio Verde, o valor de negociação é de R$ 19,50. Em Cristalina (GO), a saca é negociada a R$ 25,00, já em Uberlândia (MG), a saca é vendida a R$ 27,50.

Já na BMF&Bovespa, os contratos do milho operam do lado negativo da tabela, com leves quedas nesta terça-feira. O economista explica que, o movimento é um reflexo do recuo no indicador Cepea, de cerca de 0,21 centavos reportado na semana anterior.  

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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