Milho: Frente às previsões de clima favorável nos EUA, mercado fecha pregão em campo misto

Publicado em 16/05/2014 17:24 544 exibições

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a semana em terreno misto, próximos da estabilidade. Durante os negócios, os futuros do cereal reduziram as perdas e fecharam o pregão com queda de 0,75 pontos no vencimento julho/14, cotado a US$ 4,83. Já as demais posições exibiram ligeiros ganhos entre 0,25 e 0,50 pontos.

De acordo com o analista da Jefferies Corretora, Stefan Tomkiw, o mercado segue monitorando as previsões climáticas para os EUA. "No caso do milho, não temos uma situação tão apertada como na soja. Então, o mercado olha as previsões para ver se o desenvolvimento da safra se será tão positivo quanto às projeções", explica.

Por enquanto, o plantio nos EUA alcança 59% da área projetada até o dia 11 de maio, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Na última semana o número divulgado foi de 29%. A evolução na semeadura do cereal norte-americana exerceu pressão negativa sobre os preços em boa parte da semana e fez com que o contrato julho/14 perdesse um importante patamar de suporte de US$ 4,85 por bushel. 

Alguns estados norte-americanos, o clima tem sido favorável à finalização do plantio do milho. No entanto, algumas regiões como Dakota, Minnesota, Michigan, ainda têm dificuldades em finalizar a semeadura, uma vez que as temperaturas ainda são baixas para a época do ano. Inclusive, analistas relatam que há especulações de que nessas localidades o milho poderia perder área para a soja. 

Do lado fundamental, a demanda pelo cereal norte-americano que permanecia forte nas últimas semanas recuou essa semana. Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou as vendas semanais da safra 2013/14 em 343 mil toneladas, número maior do que a última semana, de 161,3 mil toneladas, mas 39% menor do que a média das últimas semanas. Igualmente, as vendas da safra nova reduziram de 121,1 mil toneladas para 47,3 mil toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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