Milho: Demanda firme e previsão de chuvas nos EUA sustentam preços em Chicago

Publicado em 22/05/2014 17:31 626 exibições

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão desta quinta-feira (22) do lado positivo da tabela. Ao longo das negociações, as cotações sustentaram os ganhos e fecharam o dia com leves altas entre 1,50 e 2,25 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,76 por bushel, valorização de 0,5% em relação ao último pregão.

Após as perdas recentes, o mercado encontrou suporte na demanda firme, segundo explica o analista de mercado da New Agro Commodities, João Pedro Corazza. Nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unido) reportou as vendas para exportação de milho dos EUA referente à safra 2013/14, em 507,90 mil toneladas até o dia 15 de maio.

O índice representa um crescimento de 48% em relação à última semana, na qual, o órgão reportou 343 mil toneladas. Já para safra 2014/15, o número ficou em 62,7 mil toneladas, contra 47,3 mil toneladas divulgadas anteriormente.

Além disso, as informações de chuvas para as áreas produtoras de milho nos EUA também contribuíram para dar sustentação os preços futuros. "A partir de domingo, as previsões indicam bons volumes de chuvas, situação que pode prejudicar a janela de plantio do grão", explica Corazza.

Até o dia 19 de maio, a semeadura do milho estava completa em 73% da área projetada para a safra 2014/15, segundo dados do USDA. O número está próximo da média dos últimos cinco anos, de 76%. 

Segundo a analista em agronegócio da Céleres Consultoria, Aline Ferro, o mercado fica mais suscetível às especulações climáticas no país. E a expectativa é que essas notícias ganhem mais força nas próximas semanas. Também é preciso acompanhar as condições climáticas nos EUA no mês de julho, já que as lavouras entram em fase de polinização.

Mercado interno

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, os preços da saca do cereal recuaram nos Portos brasileiros e também no mercado interno. O cenário é decorrente do nível mais baixo das exportações da safra de verão e também da proximidade da colheita do milho segundo safra. 

Por enquanto, a safra se desenvolve de maneira em importantes regiões produtoras do país, exceto alguns problemas pontuais. A expectativa é que produção brasileira totalize, entre primeira e segunda safra, mais de 75 milhões de toneladas, conforme projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). 

“A princípio, esse movimento de recuo nos preços é normal e não acredito em altas no curto prazo. Em médio e longo prazo, com a redução na área cultivada na safrinha e as exportações mais aquecidas, podemos ter uma situação diferenciada. A tendência é que haja uma queda de braço entre a demanda externa e interna, situação que deve resultar em melhores oportunidades de negociação aos produtores brasileiros”, acredita a analista.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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