Milho: Em Chicago, preços fecham pregão em queda frente às previsões de clima favorável nos EUA

Publicado em 29/05/2014 17:52 367 exibições

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho fecharam o pregão do lado negativo da tabela. Na sessão desta quinta-feira, as principais posições do cereal recuaram para a maior perda mensal desde junho, segundo informações divulgadas da agência internacional Bloomberg. 

O mercado reflete as previsões de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. A expectativa dos participantes do mercado é que o clima quente, úmido previsto para as próximas duas semanas irá impulsionar o crescimento das plantas. 

E diante desse cenário, as preocupações que existiam no início do plantio estão diminuindo. Até o último dia 25 de maio, cerca de 88% da área projetada para essa safra já havia sido cultivada nos EUA, número em linha com a média dos últimos cinco anos.

De acordo com projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a safra norte-americana deverá totalizar 353,97 milhões de toneladas na safra 2014/15. E frente a esse quadro, os preços recuaram em torno de 9,5% no mês de maio, depois do aumento de 23% registrados nos quatro meses anteriores.

Ainda nesta quinta-feira, o IGC (Conselho Internacional de Grãos, na sigla em inglês) revisou para cima em 0,5% a projeção para a safra mundial de milho, que deverá totalizar 955 milhões de toneladas. E os estoques deverão subir para 172 milhões de toneladas antes do início da safra 2015, contra 163 milhões de toneladas previstas anteriormente.

Entretanto, analistas ainda relatam que os preços do cereal já estão baixos, nas últimas semanas, as cotações têm trabalhado no intervalo de US$ 4,50 até US$ 5,00 por bushel. E, consequentemente, valores mais baixos estimulam a demanda, no caso do milho, especialmente por consumidores de etanol e do setor de rações. 

As exportações do cereal norte-americano permanecem fortes e, apesar do recuo nas últimas semanas, os números são firmes. Na última terça-feira, o USDA divulgou que os embarques do milho totalizaram 1.060.147 milhão de toneladas até a semana encerrada no dia 22 de maio. O número é pouco menor do que o reportado anteriormente, de 1.063.857 milhão de toneladas. 

Além disso, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que os preços mais baixos podem limitar as vendas por parte dos produtores, uma vez que a margem de lucros fica ajustada. 

As principais posições da commodity encerraram o pregão desta quinta-feira com perdas entre 3,00 e 6,50 pontos. O vencimento julho/14 terminou o dia cotado a US$ 4,69 por bushel, uma queda de 0,6% em relação à última sessão. No pregão anterior, o contrato atingiu US$ 4,66 por bushel, o menor patamar desde 4 de março. 

BMF&Bovespa 

Em mais uma sessão, os futuros do cereal negociados na BMF&Bovespa acompanharam a Bolsa de Chicago e terminaram em queda. O contrato julho/14 era negociado a R$ 27,19. Do mesmo modo, a proximidade com a colheita da segunda safra brasileira também influência negativamente os preços do milho. 

Ainda assim, na visão do analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, os preços passam por acomodação frente à perspectiva de uma grande safrinha. “A produtividade das lavouras do Centro-Oeste não será a esperada, mas a partir da colheita há um momento de pressão nos preços. Mas acredito que com a retomada das exportações, as cotações podem ganhar um fôlego”, afirma.

A expectativa é que neste ano, as exportações brasileiras totalizem 20 milhões de toneladas, segundo projeções da Conab (Companhia Nacional do Abastecimento). Já a produção do Brasil está estimada em 75 milhões de toneladas, entre a primeira e a segunda safra. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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