Milho: Demanda dá suporte e preços fecham pregão com leves altas na CBOT

Publicado em 02/06/2014 17:28 427 exibições

Na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações futuras do milho fecharam o pregão desta segunda-feira (02) em campo misto. Durante a sessão, as principais posições da commodity reverteram as perdas e finalizaram o dia com altas entre 1,00 e 1,25 pontos. O vencimento julho/14 se manteve do lado negativo da tabela, cotado a US$ 4,65 por bushel. Mais cedo, o contrato atingiu o nível de US$ 4,60 por bushel, o menor patamar desde 28 de fevereiro. 

O mercado refletiu a demanda aquecida pelo produto norte-americano e encerrou o pregão com ligeiros ganhos. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou os embarques semanais do produto em 976,06 mil toneladas até o dia 29 de maio.

Apesar do recuo em relação à semana anterior, na qual foram embarcadas 1.160,14 milhão de toneladas, o número permanece firme. No acumulado no ano comercial, o número é de 33.665,567 milhões de toneladas, contra 48.260,00 projetados pelo USDA.

Nas últimas semanas, as cotações do cereal têm sido pressionadas pelas condições climáticas favoráveis nos EUA. Após as preocupações iniciais e especulações sobre um possível atraso na semeadura do grão norte-americano, o clima tem sido favorável ao término da semeadura, assim como, ao desenvolvimento das lavouras.

Frente a esse cenário, a expectativa é de uma produção cheia nos EUA. De acordo com o economista da Faeg (Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás), Pedro Arantes, os estoques estão mais confortáveis nessa safra e com projeção de boa safra no país, as cotações do cereal ainda podem recuar.

Ainda assim, analistas sinalizam que é preciso acompanhar as previsões climáticas para os EUA, especialmente no mês julho, quando as lavouras estarão em fase de enchimento de grãos. Por outro lado, é preciso ressaltar que as cotações mais baixas estimulam a demanda, principalmente para a produção de etanol e setor de rações.

BMF&Bovespa

Na BMF&Bovespa, as cotações do cereal operam do lado positivo da tabela, após as perdas recentes. O mercado acompanha o movimento registrado em Chicago e também esboça uma recuperação no pregão desta segunda-feira. O contrato julho/14 é cotado a R$ 27,10. 

Em contrapartida, os preços praticados no mercado interno registraram perda expressiva durante o mês de maio. O mercado reflete o aumento na oferta disponível, uma vez que, os produtores avançaram nas negociações da safra de verão, assim como a proximidade da colheita da segunda safra.

De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, durante o mês de maio, o valor da saca de 60 kg do grão fechou o dia 30/05 cotada a R$ 22,50 em Não-me-toque (RS), uma desvalorização de 10% em relação ao início do mês. No mesmo período, o valor da saca recuou 13,04% e terminou o mês negociada a R$ 20,00 em Ubiratã (PR).

Do mesmo modo, a cotação da saca de milho diminuiu durante o mês de maio em Tangará da Serra (MT), de R$ 22,50 para R$ 21,00, uma redução de 6,67%. Já em São Gabriel do Oeste (MS), os preços baixaram de R$ 23,00 para R$ 20,00 no mesmo período, uma desvalorização de 13,04%. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o recuo foi de 10,20% e a saca encerrou o mês cotada a R$ 22,00. No Porto de Paranaguá, a redução foi de 9,49%. Jataí (GO) foi a única praça que apresentou uma elevação nos preços de R$ 21,12 para R$ 25,50. 

Ainda assim, o economista relata que após o pico da colheita da safrinha, daqui a 60 dias, os preços poderão apresentar uma melhora. O aquecimento das exportações brasileiras do produto também deverá contribuir para as cotações. No mês de maio, as exportações do produto brasileiro totalizaram 126,5 mil toneladas, com média diária de 6 mil toneladas, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O número representa uma queda de 78,6% no volume embarcado em comparação com abril, já em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é de 63,1%. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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