Milho: Mercado busca recuperação e dá continuidade ao movimento de alta

Publicado em 13/06/2014 08:34 534 exibições

No pregão desta sexta-feira (13), as cotações futuras do milho operam em campo positivo na Bolsa de Chicago. Por volta das 8h13 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 3,75 e 5,00 pontos. O vencimento julho/14 era negociado a US$ 4,49 por bushel, alta de 1,23%.

As cotações dão continuidade ao movimento iniciado na última sessão e tentam buscar uma recuperação frente às perdas acumuladas recentemente. Nas últimas semanas, os preços do cereal têm sido pressionados pelo bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas e pelas previsões climáticas, que permanecem favoráveis ao desenvolvimento das plantas no país.

Porém, a analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi, afirma que as cotações em patamares mais baixos acabam estimulando a demanda. Ainda assim, no curto prazo, o clima nos EUA deve continuar pesando nos preços. Já no longo prazo, os produtores devem estar atentos, pois a perspectiva é de safra recorde nos EUA, situação, que se confirmada poderá pressionar os futuros do cereal. Mas ainda é preciso aguardar uma melhor definição da safra norte-americana.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: Mercado recupera e fecha pregão com leves altas em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho fecharam o pregão desta quinta-feira (12) com ligeiras altas. Ao longo das negociações, os as principais posições da commodity oscilaram entre os campos negativo e positivo, mas fecharam a sessão com leves ganhos, entre 0,25 e 1,75 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,42 por bushel, após atingir o menor nível desde 11 de fevereiro, de US$ 4,39 por bushel.

De acordo com a analista de mercado da FSCtone, Ana Luiza Lodi, as cotações buscaram uma recuperação, depois das perdas acumuladas durante a semana. Nesta quarta-feira, os preços do cereal fecharam o pregão em queda pelo terceiro dia consecutivo refletindo os números do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

O departamento reportou a produção mundial, referente à safra 2014/15, em 981,12 milhões de toneladas, contra 979,08 milhões de toneladas estimadas no boletim de maio. Consequentemente, os estoques globais também foram ajustados para cima e aumentaram de 181,73 milhões de toneladas para 182,65 milhões de toneladas. 

Entretanto, na visão da analista, o relatório do departamento norte-americano não surpreendeu o mercado, já que, os investidores esperavam modificações para as projeções, especialmente para a safra norte-americana. Porém, o órgão manteve os números de produção e produtividade da safra norte-americana em 353,97 milhões de toneladas e 174,95 sacas por hectare, respectivamente.

"É preciso ressaltar que essa produtividade estimada pelo departamento já é um recorde para o país. E as lavouras norte-americanas apresentam bom desenvolvimento, no último relatório o USDA reportou que cerca de 75% das plantações estão em condições boas e excelentes", explica Ana Luiza. 

E de acordo com informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, um mixa favorável de chuvas, sol e temperaturas mais quentes nas próximas duas semanas irá impulsionar o desenvolvimento das culturas de soja e milho no país. Com isso, a expectativa é que o USDA já reporte estimativas para o rendimento das lavouras maiores nos próximos relatórios. As especulações giram em torno de 177,27 sacas por hectare neste ano, número maior do que a projeção do departamento.

"No curto prazo, o clima favorável nos EUA já continuar influenciando negativamente os preços, que pode recuar abaixo dos US$ 4,40 por bushel. Em longo prazo, a expectativa é de produção cheia nos EUA, o que indica pressão nos preços, porém temos que esperar para ter uma melhor definição da produção no país. E também é preciso lembrar que preços mais baixos estimulam as compras", diz a analista de mercado.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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