Milho: Após perdas recentes, mercado fecha a semana com leves ganhos em Chicago

Publicado em 13/06/2014 17:24 397 exibições

No pregão desta sexta-feira (13), as principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram do lado positivo da tabela. As posições da commodity encerraram o dia com ganhos entre 3,00 e 3,75 pontos. O contrato julho/14 era cotado a US$ 4,47 por bushel.

Após as perdas expressivas acumuladas durante a semana, o mercado, em movimento técnico, buscou uma recuperação.  Ao longo dos últimos dias, as cotações perderam importantes patamares de suporte e o vencimento julho/14 chegou a alcançar o menor patamar desde 11 de fevereiro na última sessão. 

Apesar da reação, analistas destacam a tendência para o mercado no curto prazo é baixista e que os preços ainda têm espaço para recuar. No momento, o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americana permanece sendo o principal fator de pressão sobre as cotações em Chicago. Para as próximas duas semanas, a expectativa é de chuvas, sol e temperaturas mais quentes para área de produção no país.

No último relatório de acompanhamento de safras, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que, em torno de 75% das lavouras de milho estão em condições boas e excelentes. Consequentemente, os investidores já especulam sobre um possível aumento na estimativa da produtividade das plantas norte-americanas, para 177,27 sacas por hectare, número maior do que a última projeção do órgão, de 174,95 sacas por hectare.

Ainda nesta sexta-feira, o site de meteorologia internacional AccuWeather, divulgou que há um grande potencial para uma safra recorde nos EUA nesta temporada. Por enquanto, a produção norte-americana está projetada e 353,97 milhões de toneladas para a safra 2014/15, conforme estimativa do último relatório de oferta e demanda do USDA. 

Entretanto, o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, afirma que é preciso acompanhar o desenvolvimento das plantações nos EUA, especialmente no momento em que as lavouras estiverem em fase de polinização. “Mas até agosto teremos oscilações na Bolsa de Chicago”, diz Molinari.

Mercado interno

Durante a semana, as negociações no mercado brasileiro foram lentas e nesta quinta-feira quase não houve negócios devido à Copa do Mundo. Os preços do cereal ainda são pressionados pela queda na taxa de câmbio e pelos recentes recuos registrados na Bolsa de Chicago. Além disso, o início da colheita da segunda safra também contribui para pressionar as cotações do cereal.

Essa semana, o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) informou que no Mato Grosso, a colheita já atinge 1,5% da área que foi cultivada. No Paraná, a colheita alcançou 1% da área estimada, segundo informações do Deral. Entre primeira e segunda safra, o Brasil deverá colher cerca de 77,9 milhões de toneladas, conforme projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). 

Nesta sexta-feira, a consultoria Agroconsult, estimou a produção da segunda safra brasileira em 46,6 milhões de toneladas. Se confirmada, a produção será apenas 1% menor do o registrado na safrinha do ano passado, de 46,9 milhões de toneladas. 

Já as exportações brasileiras somaram, nos cinco primeiros dia do mês de junho, 0,2 mil toneladas, com média diária de 0 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 308,4. Entre maio e junho, houve uma queda de 99,1% no valor médio exportado, uma desvalorização de 99,3% no volume e uma alta de 34,8% no preço médio. 

Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 99,7% no valor total exportado, uma diminuição de 99,7% na quantidade embarcada e valorização de 18,2% no preço médio. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram reportadas pela Secretaria de Comércio Exterior.

Diante desse cenário, analistas afirmam que o país dependerá das exportações para tentar equilibrar o quadro de oferta e demanda no mercado. A expectativa é que as exportações brasileiras ganhem ritmo a partir do segundo semestre.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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