Milho: Após atingir menor nível desde fevereiro, mercado esboça recuperação

Publicado em 18/06/2014 08:58 536 exibições

As principais posições do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiras quedas no pregão desta quarta-feira (18). Por volta das 8h35 (horário de Brasília), os contratos exibiam leves altas entre 1,50 e 2,75 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,41 por bushel, depois de ter alcançado o menor patamar desde 4 de fevereiro, de US$ 4,36 por bushel.

Os preços futuros buscam uma recuperação, após as perdas acumuladas desde o início da semana. Com projeção de safra recorde nos EUA, de 353,97 milhões de toneladas, segundo projeção do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e as boas condições das lavouras até o momento, as cotações não conseguem esboçar um movimento de recuperação mais forte.

As previsões de clima para os EUA também ajuda na formação do cenário. De acordo com informações da agência internacional Bloomberg, um padrão de chuvas no Centro-Oeste dos EUA deve continuar limitando o risco de calor intenso nas próximas duas semanas. Além disso, a expectativa é que umidade irá contribuir para o crescimento das plantas. 

Ainda assim, analistas destacam que é preciso acompanhar o clima no país durante o crescimento das plantas. Nas próximas semanas, as lavouras do cereal irão entrar em fase de polinização, estágio crítico de desenvolvimento da cultura.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Com boas condições das lavouras nos EUA, mercado fecha em queda pelo 2º dia consecutivo

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão desta terça-feira (17) do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity reduziram as perdas, mas terminaram o dia com quedas entre 2,25 e 2,75 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,38 por bushel, após atingir o nível mais baixo desde 4 de fevereiro, de US$ 4,36 por bushel. 

As boas condições das lavouras norte-americanas, até o momento, têm sido o principal fator de pressão sobre os preços em Chicago. Segundo dados do novo boletim de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), cerca de 76% das lavouras estão em boas ou excelentes condições. E 20% apresentam condições regulares e 4% estão em condições ruins ou muito ruins. Na última semana, os números eram de 75%, 21% e 4%, respectivamente.

De acordo com informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, a classificação do milho é a quinta maior da história. E as previsões climáticas apontam que, um padrão de chuvas no Centro-Oeste dos EUA deve continuar limitando o risco de calor intenso nas próximas duas semanas. Além disso, a expectativa é que umidade irá contribuir para o crescimento das plantas. 

Apesar do cenário positivo e projeção de safra recorde nos EUA, segundo o USDA o país deverá colher 353,97 milhões de toneladas de milho nesta safra, analistas destacam que é preciso acompanhar o clima no país. Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Flávio França, as condições climáticas ainda são boas, porém é preciso acompanhar o clima no restante do desenvolvimento da cultura. 

“Especialmente, em junho, julho e agosto, temos um tempo para ter uma definição da safra norte-americana. E ainda podemos ter bolhas especulativas de natureza climática nos próximos dois meses”, explica França. 

Por outro lado, as cotações em patamares menores acabam estimulando a demanda pelo produto. Nesta terça-feira, o departamento norte-americano reportou a venda de 134.500 mil toneladas de milho para o México, o volume deverá ser entregue na safra 2014/15.

No curto prazo, a tendência é que o clima favorável nos EUA limitem as altas, conforme apontam os analistas. Porém, oscilações positivas não estão descartadas, já que as exportações do país e as notícias de clima podem movimentar as cotações. Já no médio e longo prazo, a entrada da safra norte-americana pode manter os preços em patamares mais baixos, conforme informações do boletim da ODS (Serviços em Agronegócios). 

Já na análise técnica, os preços têm potencial para buscar os US$ 4,20 por bushel, uma vez que a cotação rompeu o patamar de suporte de US$ 4,75 por bushel. Entretanto, os analistas questionam se a preços mais baixos, os produtores rurais norte-americanos irão negociar a produção de milho. Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, cerca de 50% da safra dos EUA ainda precisa ser negociada.

BMF&Bovespa

Na BMF, as cotações do cereal encerraram o pregão em terreno misto, próximos da estabilidade. A sessão foi encerrada mais cedo nesta terça-feira, em função do jogo da seleção brasileira contra o México. Com isso, as negociações também foram mais lentas. O julho/14 terminou o pregão cotado a R$ 24,75 a saca. 

Nas últimas semanas, as cotações futuras têm sido pressionadas pelo recuo registrado em Chicago, assim como, o dólar em patamar mais baixo. Do mesmo modo, com os preços nos portos do país menos atrativos também contribuem para a formação desse cenário. Já as exportações permanecem mais lentas nesse momento, e a expectativa dos participantes do mercado é que ganhe ritmo a partir do segundo semestre. 

Enquanto isso, temos os preços do cereal no mercado interno com mais pressão, nesse momento, já que a colheita da segunda safra já teve início no país. Consequentemente, a estratégia de parte dos produtores rurais será segurar o produto à espera de melhores oportunidades de negócios. Com o aquecimento das exportações, a partir do segundo semestre, a perspectiva é que as cotações fiquem mais atrativas aos agricultores. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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