Milho: Com foco na safra dos EUA, mercado recua pelo 3º dia consecutivo

Publicado em 25/06/2014 08:54 415 exibições

Pelo terceiro dia consecutivo, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam do lado negativo da tabela. No pregão desta quarta-feira (25), as principais posições da commodity dão continuidade ao movimento de queda e, por volta das 8h35 (horário de Brasília), exibiam perdas entre 2,25 e 2,50 pontos. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,40 por bushel.

Sem novidades, o mercado segue sendo pressionado negativamente pelas boas condições das lavouras norte-americanas até o momento. Segundo o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), cerca de 74% das plantações apresentam boas ou excelentes condições, melhor índice desde 1999.

De acordo com informações de agências internacionais, o clima deve continuar contribuindo para o bom desenvolvimento das plantas. Para os próximos 15 dias, as previsões climáticas apontam que a umidade deverá permanecer adequada tanto para o milho, como para a soja.

Com isso, cada dia que passa aumenta o sentimento por parte dos investidores de que o país deverá colher uma safra recorde na safra 2014/15. A expectativa é que a produção norte-americana do cereal totalize 353,97 milhões de toneladas nesta temporada, conforme projeção do USDA. A produtividade das lavouras está estimada em 174,95 sacas por hectare. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira (24):

Milho: Nos EUA, boas condições das lavouras pressionam preços e mercado encerra pregão em queda

Nesta terça-feira (24), as cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity diminuíram as perdas, mas fecharam o dia com leves quedas, entre 1,50 e 2,25 pontos. Os contratos alcançaram os menores patamares dos últimos três meses e o julho/14 terminou a sessão cotado a US$ 4,43 por bushel.

As boas condições das lavouras norte-americanas de milho seguem como o principal fator de pressão sobre os preços em Chicago. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou que cerca de 74% das plantações apresentam boas ou excelentes condições e, apesar do recuo em relação à última semana, na qual, cerca de 76% das lavouras tinham boas e excelentes condições, o percentual é o melhor desde 1999.

Ainda segundo o departamento, em torno de 21% das plantações estão em situação regular e 5% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 20% e 4%, respectivamente. Os dados do órgão são referentes até o dia 22 de junho. 

E a expectativa é que a umidade permaneça adequada para as culturas de milho e soja, em quase todas as áreas no país, nos próximos 15 dias, conforme informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg. Contrariamente, nos dois últimos pregões, as cotações registraram altas, impulsionadas pelas especulações de excesso de chuvas nos EUA, que poderiam até mesmo afetar o potencial produtivo das plantas e inundar alguns campos.

Em contrapartida, as informações de agências internacionais é que as inundações provocadas pelas fortes precipitações no Meio-Oeste deverão ser uma preocupação temporária para os produtores norte-americanos. As previsões climáticas para o final de semana já indicam que as chuvas deverão perder força. De acordo com o Serviço de Meteorologia dos EUA, choveu seis vezes acima da média nas últimas duas semanas em Dakota, norte de Iowa e sul de Minnesota.

Frente a esse cenário, cada dia é maior o sentimento dos participantes do mercado de que os EUA deverão colher uma safra recorde nesta temporada. Segundo o USDA, a produção do país deverá totalizar 353,97 milhões de toneladas. Do mesmo modo, a produtividade das plantações está estimada em 174,95 sacas por hectare, no entanto, a perspectiva dos investidores é que o departamento revise para cima a projeção nos próximos relatórios de oferta e demanda.

Segundo informações do boletim da ODS (Serviços em Agronegócios), no curto prazo, as notícias de clima nos EUA devem exercer influência nas cotações do cereal, porém a confirmação de uma grande safra no país poderá manter as cotações em patamares mais baixos em médio e longo prazo. Já na análise técnica, os preços do milho ainda têm potencial para buscar os US$ 4,20 por bushel.

BMF&Bovespa

Após as altas registradas nas últimas sessões, os futuros do cereal na BMF&Bovespa voltaram a cair a trabalham em queda nesta terça-feira. O contrato julho/14 era cotado a R$ 25,23 a saca, uma desvalorização de 1,25%. No Brasil, os preços acompanharam o movimento negativo registrado no mercado internacional.

Além disso, o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que os preços nos Portos giram em torno de R$ 26,00 a R$ 26,50 a saca. “O mercado está praticamente parado, o produtor não quer vender a preços baixos e nesta safra se preparam com silos bolsas, especialmente no Centro-Oeste. Os produtores não precisam de dinheiro imediatamente e não acham as cotações vantajosas no momento”, explica o consultor.

Exportações brasileiras

Enquanto isso, as exportações de milho do Brasil somaram 32,7 mil toneladas, com média diária de 2,3 mil toneladas, até a terceira semana de junho. Em comparação com o mês anterior, houve uma redução de 61,2% no volume embarcado. No mesmo período, a receita com os embarques foi de US$ 7,2 milhão, com média diária de US$ 0,5 milhão. Já o preço médio da tonelada foi de US$ 221,1. 

Em relação a junho de 2013, os números representam uma baixa de 85,7% no valor total exportado, recuo de 83,1% na quantidade total embarcada e desvalorização de 15,3% no preço médio. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Colheita da safrinha

No Mato Grosso, a colheita da segunda safra de milho já alcança 5,2% da área, cerca de 156 mil hectares cultivados nesta temporada. Em algumas localidades do estado, a colheita ainda está mais lenta devido ao índice de umidade dos grãos, conforme dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

Até o momento, a produtividade média, segundo a área colhida é de 94,5 sacas do grão por hectare. Assim, em torno de 885 mil toneladas de milho já estão no mercado, situação acaba pressionando as cotações do milho, que já recuam à medida que as atividades nos campos evoluem, segundo destaca o instituto. 

Já no Paraná, a colheita da safrinha atinge 2% da área cultivada, de acordo com o último boletim do Deral (Departamento de Economia Rural). Cerca de 89% das plantações apresentam boas condições e a comercialização atinge 6% da produção do cereal. Por outro lado, o presidente da Aprosoja PR, José Eduardo Sismeiro, destaca que os produtores paranaenses estão antecipando a colheita do cereal devido ao excesso de chuvas. O objetivo é reduzir os prejuízos ocasionados pelos grãos ardidos, que acabam sendo descontados dos agricultores no momento da entrega do produto nas cooperativas.

Em outros lugares do país, como Patos de Minas (MG) e Dourados (MS), os agricultores também já iniciaram a colheita da safrinha. Nas duas regiões, a perspectiva é de boa produtividade, uma vez que o clima, em grande parte do desenvolvimento das plantas, foi favorável. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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