Milho: À espera do USDA, mercado opera com leves quedas nesta 6ª feira

Publicado em 27/06/2014 08:29 486 exibições

No pregão desta sexta-feira (27), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiras quedas. Por volta das 8h14 (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam perdas entre 0,75 e 1,75 pontos. O contrato julho/14 era negociado a US$ 4,41 por bushel.

As cotações recuam após as altas registradas na sessão anterior. Nesta quinta-feira, os números das vendas para exportação dos EUA, de 321.400 mil toneladas até o dia 19 de junho, impulsionaram os preços do cereal. O número reportado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) é maior do que o registrado na última semana, de 109,0 mil toneladas.

Apesar dos ganhos, o mercado voltou a focar as expectativas para os próximos relatórios do USDA de área plantada e estoques trimestrais. Os boletins serão divulgados na próxima segunda-feira (30).

A perspectiva é que o órgão aponte os estoques de milho nos EUA em 9,45 milhões de toneladas, até o dia 1º de junho, conforme pesquisa divulgada pela agência internacional de notícias Bloomberg. Já a área semeada com o grão deverá totalizar 37,11 milhões de hectares, número em linha com o estimado pelo departamento norte-americano no último relatório de oferta e demanda. 

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho: Com demanda aquecida, mercado fecha pregão com leves altas em Chicago

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o pregão desta quinta-feira do lado positivo da tabela. Durante as negociações, os preços que chegaram a exibir altas mais expressivas, recuaram, mas conseguiram encerrar o dia com ganhos entre 1,75 e 3,25 pontos. O vencimento julho/14 terminou a sessão cotado a US$ 4,42 por bushel.

Depois das perdas acumuladas na semana, os preços do cereal foram impulsionados pelos números de vendas para exportação, reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Até a semana encerrada no dia 19 de junho, as vendas referentes à safra 2013/14 somaram 321.400 mil toneladas, número maior do que anunciado na última semana, de 109,0 mil toneladas.

Do mesmo modo, as vendas da safra 2014/15 aumentaram e totalizaram 232.100 mil toneladas. Na semana anterior, o número foi de 78,9 mil toneladas. O consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que até o momento o país já vendeu cerca de 47,2 milhões de toneladas de milho.

"Falta em torno de 1 milhão de toneladas de milho para atingir a projeção do USDA, de 48.260,0 milhões de toneladas. E ainda temos 10 semanas para terminar o ano safra. Um fator positivo que ainda não reflete no mercado em Chicago", explica Brandalizze.

Em contrapartida, os preços em patamares mais baixos acabam estimulando a demanda pelo produto. No caso do milho, principalmente pelo setor de rações e etanol. Segundo projeções do USDA, cerca de 128,3 milhões de toneladas serão destinadas à produção de etanol. 

Além disso, os investidores já começam a buscar um melhor posicionamento frente aos boletins do USDA, de área plantada e estoques trimestrais. As informações serão reportadas pelo departamento na segunda-feira (30).

Por enquanto, a expectativa é que o órgão aponte os estoques de milho nos EUA em 9,45 milhões de toneladas, até o dia 1º de junho, conforme pesquisa divulgada pela agência internacional de notícias Bloomberg. E a área semeada com o grão deverá totalizar 37,11 milhões de hectares, número em linha com o estimado pelo departamento norte-americano no último relatório de oferta e demanda. 

Safra norte-americana 

Nos EUA, as lavouras de milho continuam apresentando boas condições. Até o último domingo, cerca de 74% das plantações registravam boas ou excelentes condições, de acordo com o USDA. 

Após as preocupações iniciais com as condições climáticas, a expectativa é que o clima permaneça favorável ao desenvolvimento das plantas. Agências internacionais apontam que nos próximos 15 dias, a umidade deverá continuar adequado para as lavouras de milho.

Entretanto, é preciso acompanhar o clima para os EUA durante o mês de julho, no qual, as plantações irão entrar em fase de polinização. Mas, com as boas condições até o momento, a perspectiva é que o país colha uma safra recorde, de 353,97 milhões de toneladas nesta safra. 

BMF&Bovespa

Na BMF&Bovespa, as cotações futuras acompanham a movimentação em Chicago e trabalham em campo positivo no pregão desta quinta-feira. O vencimento julho/14 era negociado a R$ 25,10 a saca, com valorização de 0,92%.

Nas últimas sessões, os preços têm operado em queda devido ao recuo nos preços em Chicago e no câmbio. Analistas afirmam que as exportações mais fracas, em função do desaquecimento da demanda internacional, também contribuem para o cenário.

Já no mercado interno, o cenário permanece inalterado. A evolução na colheita da safrinha continua como o principal fator de pressão sobre os preços praticados. Em Tapurah (MT), por exemplo, a saca do cereal já é cotada entre R$ 10,00 a R$ 11,00. E a cada é maior o sentimento por parte dos produtores de que será necessária a intervenção do Governo no mercado.

Para os analistas, o quadro só deverá apresentar uma modificação com o aquecimento das exportações. No entanto, após a pressão da colheita, nos meses de novembro, dezembro e janeiro, os agricultores poderão ter melhores oportunidades de negócios, conforme acreditam os consultores do mercado.

 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Noticias Agrícolas

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