Milho: Após USDA, mercado recua ao menor patamar dos últimos 5 meses

Publicado em 30/06/2014 13:30 567 exibições

Após a divulgação dos novos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os preços registram quedas expressivas. Os estoques trimestrais de milho nos EUA foram reportados em 97,87 milhões de toneladas, número bem acima do esperado pelos participantes do mercado, de 94,5 milhões de toneladas. O volume estocado também é 39% maior do o registrado no mesmo período do ano passado, de 70,26 milhões de toneladas.

Já a área plantada com o grão nesta safra, foi indicada em 37,07 milhões de hectares. Número próximo com as expectativas dos investidores, de 37,1 milhões de hectares. Ainda nesta segunda-feira, o departamento norte-americano irá divulgar os números de acompanhamento da safra dos EUA. 

Frente a esse cenário, as principais posições da commodity exibiam, por volta das 13h23 (horário de Brasília), perdas expressivas e atingiram o menor patamar dos últimos 5 meses. No mesmo horário, os contratos apresentavam quedas entre 9,50 e 13,00 pontos. O vencimento julho era cotado a US$ 4,33 por bushel. 

No trimestre, as cotações do cereal em Chicago já recuaram cerca de 12%, conforme informações da agência internacional de notícias Bloomberg. Os preços têm sido pressionados pelo bom desenvolvimento da safra norte-americana e o sentimento dos investidores de que a safra do país será um recorde nesta temporada. A projeção do USDA, é que o país colha cerca de 353,97 milhões de toneladas de milho. 

Embarques semanais 

O departamento reportou os embarques semanais de milho dos EUA em 872.960 mil toneladas, na semana encerrada no dia 26 de junho. O volume está abaixo do reportado na semana anterior, de 988.080 mil toneladas. Já no mesmo período do ano passado, os embarques somaram cerca de 379.237 toneladas.

Até o momento, no acumulado no ano safra, iniciado em 1º de setembro, os embarques totalizam 37.842.772 milhões de toneladas, contra 14.774.469 milhões de toneladas acumuladas no ano safra anterior.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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