Milho: Sem forças, mercado opera em queda pelo 3º dia consecutivo na CBOT

Publicado em 02/07/2014 08:57 e atualizado em 03/07/2014 14:29 401 exibições

Pelo terceiro dia consecutivo, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em queda. As principais posições da commodity dão continuidade ao movimento baixista e, por volta das 8h35 (horário de Brasília) exibiam perdas entre 1,50 e 1,75 pontos. O vencimento julho/14 era negociado a US$ 4,21 por bushel.

De acordo com informações divulgadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, as cotações do cereal se mantêm próximas do menor nível dos últimos cinco meses. O mercado segue pressionado pelos números dos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportados no início da semana.

Os estoques trimestrais do país foram estimados em 97,87 milhões de toneladas, até 1º de junho. O número ficou acima das expectativas do mercado. Já a área destinada ao plantio do cereal na safra 2014/15 foi de 37,07 milhões de hectares, estimativa pouco abaixo da última projeção do departamento, de 37,1 milhões de hectares.

Além disso, o bom desenvolvimento da safra norte-americana também permanece como fator de pressão sobre os preços. Até o último domingo, cerca de 75% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições, índice maior do que o registrado na última semana, de 74%. 

Frente a esse cenário, o Rabobank divulgou um relatório nesta terça-feira, no qual, aponta que a tendência dos preços do cereal é de baixa à medida que se confirma uma safra recorde nos EUA. Alguns analistas já relatam que as cotações do milho podem buscar os US$ 4,00 e até os US$ 3,90 nas próximas semanas. 

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Na CBOT, mercado ainda reflete dados do USDA e fecha em baixa pelo segundo dia consecutivo

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta terça-feira (1) do lado negativo da tabela. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity reduziram as perdas e encerraram a sessão com quedas entre 1,50 e 2,75 pontos. O contrato julho/14 era cotado a US$ 4,22 por bushel, já o dezembro/14 também fechou a US$ 4,22, depois de alcançar US$ 4,17 por bushel, menor nível desde 10 de janeiro.

O mercado ainda refletiu os números dos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportados nesta segunda-feira. O órgão reportou os estoques trimestrais dos EUA, até 1º de junho, em 97,87 milhões de toneladas, volume acima da expectativa do mercado, de 94,5 milhões de toneladas. Na sessão anterior, os futuros do cereal chegaram a cair em torno de 6%.

Na temporada 2014/15, os produtores norte-americanos destinaram cerca de 37,07 milhões de hectares, número abaixo do esperado pelos investidores, de 37,1 milhões de toneladas. Mesmo número divulgado pelo USDA no último boletim de oferta e demanda.

Além disso, a expectativa é que o país colha uma produção recorde de milho nesta safra. Com isso, o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, destaca que nas próximas semanas os preços futuros do cereal podem buscar os US$ 4,00 por bushel, ou até mesmo os US$ 3,90 por bushel. 

Safra norte-americana

Outro fator que também está pressionando os preços do cereal em Chicago são os números das condições das lavouras norte-americanas. Nesta segunda-feira, o USDA apontou que cerca de 75% das plantas estão em boas ou excelentes condições, percentual maior do que a semana anterior, de 74%. Cerca de 20% das plantações registram situação regular e 5% estão em condições ruins ou muito ruins.

Com isso, é cada vez maior o sentimento de que o país irá colher uma safra recorde nesta temporada, de 353,97 milhões de toneladas. Ainda assim, a analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi, relata que é preciso acompanhar o clima para as próximas semanas, quando as lavouras entram em fase de polinização.

“Em grande parte da região produtora de milho nos EUA, as plantas estrarão em fase de polinização a partir da segunda quinzena de julho. E temos que considerar, que em algumas localidades, como é o caso de Iowa, o excesso de chuvas ainda é uma preocupação aos produtores”, explica Ana Luiza.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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