Milho: Após feriado nos EUA, mercado despenca e se aproxima dos US$ 4,00/bu

Publicado em 07/07/2014 11:49 e atualizado em 07/07/2014 12:45 372 exibições

Após o feriado do Dia da Independência dos EUA, comemorado na última sexta-feira (4), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana em queda. No pregão desta segunda-feira (7), as principais posições da commodity registravam perdas expressivas entre 6,75 e 7,50 pontos. O vencimento setembro/14 era cotado a US$ 4,02 por bushel.

De acordo com o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado é pressionado pelas condições climáticas ainda favoráveis para o desenvolvimento da safra norte-americana. No último boletim, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que cerca de 75% das lavouras apresentam de boas ou excelentes condições. O departamento deve divulgar novo boletim no final da tarde desta segunda-feira.

Ainda assim, Brandalizze destaca que, apesar do clima favorável nos EUA, caso as temperaturas ultrapassem 30ºC nos próximos dias, poderá ocasionar impactos nos potencial produtivo das lavouras. Mas, por enquanto, as condições climáticas são positivas para o desenvolvimento das plantas.

Por enquanto, as previsões são de safra recorde nos EUA nesta temporada. Para o milho, a expectativa é que os produtores norte-americanos colham em torno de 353,97 milhões de toneladas na temporada 2014/15, conforme dados do USDA. 

Além disso, com os preços mais baixos, próximos de US$ 4,00 por bushel, acaba estimulando a demanda pelo cereal, conforme sinaliza o consultor. “No caso do milho, o espaço para a baixa é menor, uma vez que a cotação em menor patamar estimula a demanda, especialmente para o setor de rações e etanol, podemos até ter uma explosão de compras de contratos”, ratifica o consultor. 

Relatórios do USDA

Os embarques semanais de milho totalizaram 1.080,52 milhão de toneladas até a semana encerrada no dia 3 de julho, conforme dados do USDA. O volume está acima do reportado anteriormente, de 872,96 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, o total embarcado foi de 208.893 mil toneladas.

Até o momento, no acumulado no ano safra, iniciado em 1º de setembro, os embarques somam 38.937,28 milhões de toneladas, contra 48.260,00 milhões de toneladas estimadas pelo departamento norte-americano. Em contrapartida, os investidores estão mais cautelosos essa semana, já que na próxima sexta-feira (11) o USDA irá divulgar o novo relatório de oferta e demanda. 

Economia

Enquanto isso, no cenário econômico, as informações de que a presidente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, sinalizou que poderá rever a s previsões de crescimento para a economia mundial, frente aos fracos níveis de investimento e aos riscos na recuperação da economia norte-americana também influencia negativamente os preços das commodities. Segundo o economista Roberto Troster, um menor crescimento poderia significar um menor consumo de commodities e, consequentemente, menor demanda quer dizer preços menores. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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