Milho: Mato-grossenses fazem pressão pela realização dos leilões de Pepro

Publicado em 24/07/2014 08:02 246 exibições
Com cotações abaixo do preço mínimo e sem indicação de altas, ruralistas querem Pepro para amenizar adversidade

A saca de milho, em Mato Grosso, atingiu em julho o menor preço do ano, abaixo de R$ 11. A pressão baixista do pico de safra, aliada à falta de perspectivas do mercado em curto e médio prazos, fez com que a luz amarela, que indica margens negativas aos produtores, se acendesse no Estado. A baixa atual também amplia a diferença entre o valor atual e o valor mínimo estabelecido pelo governo federal, em R$ 13,56, como forma de garantir ao menos a cobertura dos custos de produção. Com um cenário nada remunerador, ruralistas mato-grossenses foram à Brasília mostrar ao ministro da Agricultura, Neri Geller, a realidade do segmento e reforçar o pedido para a realização de leilões para venda do cereal.

Como reforçaram os diretores da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), na reunião da última terça-feira, a colheita do cereal atingiu 48% da área plantada – 3,21 milhões de hectares, quase 14% menor em relação à safra passada – e os preços seguem em desvalorização. “Para tentar amenizar os prejuízos, a Aprosoja/MT, volta a solicitar ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a realização de leilões do Prêmio de Equalização Pago ao Produtor Rural (Pepro)”, aponta o presidente da entidade, Ricardo Tomczyk. No começo do mês a Aprosoja/MT enviou um ofício solicitando o certame. O Pepro é o mecanismo pelo qual o produtor arremata o prêmio, que é a diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo oficial da saca. No caso do milho, ele próprio faz a comercialização do produto.

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Diário de Cuiabá

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