Milho: Demanda impulsiona preços e mercado fecha pregão com leves ganhos em Chicago

Publicado em 13/08/2014 17:57 409 exibições

No pregão desta quarta-feira (13), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em campo misto. As principais posições do cereal exibiram leves ganhos entre 0,75 e 1,50 pontos. O contrato setembro/14 terminou o dia com ligeira queda, cotado a US$ 3,58 por bushel, com perda de 0,50 pontos. 

Ao longo das negociações, o mercado reverteu as perdas maiores, registradas no início da tarde, tentando dar continuidade ao movimento de recuperação apresentado na sessão anterior. Nesta quarta-feira, os preços foram influenciados pelas notícias vindas do lado da demanda. 

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 237.600 mil toneladas de milho. Cerca de 130 mil toneladas do cereal foram para destinos não revelados e 107,600 mil toneladas para o México. Ambos os volumes deverão ser entregues na temporada 2014/15.

Nos últimos dias, os analistas já tinham destacado que os preços mais baixos acabam estimulando a demanda. E que a cada que as cotações exibem um recuo mais expressivo, os investidores retornam à ponta compradora do mercado.

No entanto, ainda segundo os analistas, as notícias não são fortes o suficiente para ocasionar uma mudança no cenário fundamental. O analista de mercado da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, destaca os estoques globais abastecidos, nas duas últimas safras, pressionam as cotações do milho.

Ainda nesta terça-feira, o USDA divulgou o novo boletim de oferta e demanda e apontou um aumento na projeção da safra norte-americana de milho de 352,06 milhões para 356,43 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, o órgão revisou para cima a estimativa de produtividade das lavouras no país, de 174,95 sacas por hectare para 177,17 sacas por hectare. Cenário decorrente das condições climáticas favoráveis nos EUA, que tem contribuído para o desenvolvimento das lavouras.

Segundo informações reportadas pela agência internacional de notícias The Progressive Farmer, há previsões de chuvas para os próximos dias 7 a 10 dias no Meio-Oeste do país. A expectativa é que as precipitações, se confirmadas, irão contribuir para o enchimento de grãos do milho e da soja.

Produção de etanol dos EUA

De acordo com dados da AIE (Administração de Informação de Energia), a produção de etanol dos EUA registrou aumento de 3,21% na semana encerrada no dia 08 de agosto, atingindo 931 mil barris diários. Na semana anterior, o volume produzido foi de 902 mil barris por dia. 

No mesmo período, os estoques de etanol no país recuaram de 18,260 milhões de barris para 17,760 milhões de barris por dia, uma queda de 2,73%. 
    
BMF&Bovespa

Na BMF&Bovespa, as cotações do milho também operam em campo misto no pregão desta quarta-feira. O vencimento setembro/14 era negociado a R$ 23,65 a saca, na estabilidade. No mercado interno, as cotações trabalharam estáveis, com leves quedas em algumas praças, conforme levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas. 

Em Campo Novo do Parecis (MT), a saca recuou 4,00% e foi cotada a R$ 12,00, já em Jataí (GO), os preços também recuaram e terminaram o dia a R$ 15,95, com perda de 2,15%. Em Ubiratã (PR) e Não-me-toque (RS), as cotações ficaram estáveis em R$ 18,50 e R$ 21,00, respectivamente. No Porto de Paranaguá, o preço se manteve em R$ 24,50 a saca.

Ainda na visão do analista da Céleres, principalmente para os produtores do MT, que dependerão do apoio de ferramentas de comercialização por parte do Governo. “Já as exportações, começam a ganhar força depois que termina a pressão da soja. Então nos últimos 4 a 5 meses de 2014 iremos embarcar número próximo de 20 milhões de toneladas. O que junto com as operações deve trazer liquidez ao mercado, mas não acreditamos em uma grande valorização nos preços do milho nos próximos meses”, destaca Galvão.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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