Milho: Mercado fecha com leve alta frente às compras especulativas, já no Brasil preços estáveis à espera do leilão de Pepro

Publicado em 19/08/2014 17:32 382 exibições

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o pregão desta terça-feira (19), com leves altas, próximos da estabilidade. Ao longo das negociações, as principais posições da commodity reverteram as perdas e terminaram o dia com ganhos entre 0,25 e 1,75 pontos. O contrato setembro/14 era cotado a US$ 3,62 por bushel.

Segundo informações reportadas por agências internacionais, o mercado testou uma recuperação frente ao movimento de compras especulativas por parte dos investidores. Durante boa parte da sessão, as cotações foram pressionadas pelo cenário fundamental, que permanece negativo diante da perspectiva de safra cheia nos Estados Unidos.

Boa parte das lavouras apresentam boas ou excelentes condições, conforme boletim do USDA (Departamento  de Agricultura dos Estados Unidos), em torno de 72%. O cenário decorrente das condições climáticas, que continuam favoráveis para o desenvolvimento da cultura no país.

Nesta terça-feira, a agência internacional Bloomberg, reportou que áreas do Norte e Leste do Meio-Oeste dos EUA devem registrar chuvas de até 7,6 centímetros nos próximos setes dias, de acordo com informações do Serviço Meteorológico Nacional. Inclusive, a expedição Pro Farmer, que percorre toda a região produtora norte-americana, informou que em Ohio a produtividade das lavouras poderá totalizar 192,75 sacas por hectare.

O número está acima da média dos últimos três anos, de 154,67 sacas por hectare. A projeção também é superior à estimativa do USDA, de 187,32 sacas por hectare. Para a Dakota do Sul, os rendimentos das plantações de milho deverão somar 161,62 sacas por hectare, aumento de quase 10% em relação à previsão do departamento norte-americano, de 147,12 sacas por hectare. O número também é maior do que o recorde registrado em 2009, de 159,82 sacas por hectare.

Em contrapartida, os números dos embarques do milho reportados pelo departamento permanecem firmes, mas, no momento, são insuficientes para ocasionar uma alta mais expressiva nas cotações. Já, na análise técnica os preços permanecem com tendência de queda, porém, podem apresentar uma recuperação depois das perdas sofridas, segundo informações do boletim da ODS Serviços em Agronegócios.

Mercado interno

A terça-feira foi mais um dia de estabilidade para as cotações do cereal praticadas no mercado interno. Conforme levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, nas principais praças pesquisadas, as cotações permaneceram estáveis. Em São Gabriel do Oeste (MS), os preços registraram alta de 3,13% e subiram para R$ 16,50. Na contramão desse cenário, em Jataí (GO), a cotação recuou 1,56%, para R$ 15,82 e no Porto de Paranaguá, queda de 2,04% e a saca é cotada a R$ 24,00. 

Os produtores ainda aguardam o primeiro leilão de Pepro que será realizado nesta quarta-feira (20). Ao todo, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) irá ofertar 1,050 milhão de toneladas do cereal dos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

E os prêmios que deverão ser pagos aos agricultores foram reportados nesta segunda-feira (18). Para o MT, o estado foi dividido em 5 regiões, a primeira, região Nordeste terá um prêmio de R$ 4,062, já o Centro Norte, o valor é de R$ 3,564, no Centro Sul o valor é de R$ 1,962. As regiões Nordeste e Sudeste têm os menores valores, de R$ 0,276 e R$ 0,642, respectivamente. Em Goiás, o valor definido é de R$ 1,098 e em Mato Grosso do Sul, o prêmio deverá ser de R$ 1,626. 

Na visão dos analistas, as operações deverão refletir nos preços, mas, ainda assim, o mercado precisará das exportações. Até a terceira semana de agosto, as exportações brasileiras de milho totalizaram 1.369,5 milhão de toneladas, com média diária de 124,5 mil toneladas. Em comparação com o mês anterior, o número representa um crescimento de 384%, já em comparação com o mesmo período do ano passado, o percentual embarcado registra uma queda de 10,2%. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram reportados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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