Milho opera com ligeira baixa na CBOT nesta quinta-feira antes do USDA

Publicado em 11/09/2014 09:42 258 exibições

À espera dos novos números do boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago trabalhavam com ligeiras baixas nesta quinta-feira (11). Por volta das 9h20 (horário de Brasília), os principais vencimentos perdiam pouco mais de 2 pontos e e o contrato dezembro/14 era negociado a US$ 3,43 por bushel. 

Na sessão anterior, os preços tentaram uma recuperação depois das últimas baixas. Segundo analistas, as cotações pressionadas têm atraído os compradores de volta ao mercado. Porém, os negócios se voltam para os fundamentos de oferta, com as expectativas de uma safra recorde nos Estados Unidos. 

O USDA, segundo projeções do mercado,  deve reportar um aumento em suas estimativas para a produção da temporada 2014/15 de 356 milhões para algo próximo de 363 milhões de toneladas de milho, reflexo das excelentes condições de clima que foram registradas nesse ciclo e que beneficiaram o potencial produtivo das lavouras no Meio-Oeste americano, principal região produtora de grãos dos EUA. 

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Em véspera do relatório do USDA, investidores ajustam posições e mercado fecha pregão com leves ganhos

Por Fernanda Custódio

A sessão desta quarta-feira (10), foi de preços ligeiramente mais altos para os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity fecharam o pregão com ganhos entre 1,25 e 2,50 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,45 por bushel, com alta de 1,50 pontos. 

Para a analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi, os preços exibiram uma correção técnica após as recentes quedas. "Além disso, os investidores optaram com ajustar as posições, já que amanhã teremos o novo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)", diz.

Inclusive, a analista destaca que, caso os números do órgão confirmem as especulações dos participantes do mercado, os preços têm espaço para registrar nova queda. Por enquanto, as estimativas são de uma safra de milho ao redor de 363,5 milhões de toneladas, com produtividade de 180,67 sacas por hectare.

De acordo com informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, a perspectiva de safra recorde é decorrente das chuvas oportunas e temperaturas amenas verificadas neste verão, que contribuíram para o desenvolvimento da cultura. Na última segunda-feira, o USDA divulgou que cerca de 74% das plantações apresentam boas ou excelentes condições, um dos melhores índices dos últimos 20 anos.

Ainda nesta quinta-feira, o departamento norte-americano irá reportar os números das vendas de milho para exportação. "Acredito, que os dados devem começar a ganhar força, mas ainda não deve impactar o mercado. Nesse momento, a oferta maior ainda pesa nos preços", explica Ana Luiza.

Safra mundial

Segundo informações do site Farm Futures, a chuva prevista para essa semana deverá contribuir para o desenvolvimento do cereal na China. A analista destaca que os produtores devem estar atentos à situação no país, que depois da seca pode ter que aumentar as importações do produto. Já na África do Sul, o tempo seco tem favorecido os trabalhos de colheita nos campos. 

Mercado interno

Mais um dia de estabilidade aos preços praticados no mercado interno brasileiro. Conforme levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, apenas na praça de Jataí (GO) a saca do milho registrou aumento de 13,31%, e terminou o dia cotada a R$ 16,60.

O produtor rural do município, Mozart Carvalho de Assis, afirmou que a demanda, especialmente por parte dos pecuaristas, que com a valorização da arroba investiram mais no confinamento, vem contribuindo com os negócios. Ainda assim, os preços na localidade estão aquém do que os praticados no ano anterior. 

No restante do país, com as cotações mais baixas, os negócios têm acontecido de forma mais comedida. Enquanto isso, as s exportações brasileiras permanecem lentas. Até o momento, os embarques de milho somam 5 milhões de toneladas, número inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, de 8 milhões de toneladas.

Paralelamente a esse quadro, os produtores também esperam o terceiro leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) nesta quinta-feira. Serão ofertadas cerca de 1,8 milhão de toneladas, com maior origem do estado de Mato Grosso, de 1,5 milhão de toneladas.

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Notícias Agrícolas

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