Milho: USDA aumenta projeção da safra dos EUA e mercado recua ao menor patamar dos últimos quatro anos

Publicado em 11/09/2014 17:45 299 exibições

Na sessão desta quinta-feira (11), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda, próximos dos menores patamares dos últimos quatro anos. As principais posições da commodity encerraram o dia com perdas entre 4,75 e 7,00 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,41 por bushel.

De acordo com informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado foi pressionado pelos números do novo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), reportados nesta quinta-feira. O órgão projetou a safra norte-americana da temporada 2014/15 em 365,65 milhões de toneladas de milho. 

A estimativa está acima das especulações dos investidores, que apostavam em uma safra ao redor de 363,5 milhões de toneladas do grão. Do mesmo modo, a produtividade das lavouras de milho estadunidenses foi revisada para cima, para 181,72 sacas por hectare, contra 180,67 sacas por hectare esperadas pelos participantes do mercado.

Os estoques também sofreram expressivo ajuste e subiram de 45,93 milhões de toneladas, estimadas no boletim de agosto, para 50,85 milhões de toneladas. Já o produto destinado para a produção de etanol foi previsto em 130,18 milhões de toneladas. No último relatório, o volume divulgado foi de 128,91 milhões de toneladas.

Quase três meses de chuvas e clima ameno criou condições de desenvolvimento quase ideais, conforme reporte da Bloomberg. Situação inversa da registrada há dois anos, quando os EUA enfrentava a pior seca da história, que impactou na produção de milho e, consequentemente alavancou os preços da commodity.

Vendas para exportação

Ainda nesta quinta-feira, o USDA também reportou o boletim de vendas para exportação. Até o dia 4 de setembro, as vendas do cereal totalizaram 1.904 milhão de toneladas. Na semana anterior, o volume reportado pelo departamento norte-americano foi de 525,6 mil toneladas de milho.

Mercado interno

Mais um dia de estabilidade para os preços praticados no mercado interno brasileiro. De acordo com levantamento realizado pelo Notícias Agrícolas, em Ubiratã (PR), o preço da saca do milho recuou 1,11% e fechou o dia cotada a R$ 17,80. Em Londrina (PR), a queda foi de 1,16%, com a saca do cereal a R$ 17,00, em Jataí (GO), o recuo foi de 1,81, com a saca a R$ 16,30 e no Porto de Paranaguá, a desvalorização foi mais expressiva, de 3,11%, com a saca negociada a R$ 21,80. Nas demais praças, os preços se mantiveram.

A queda no mercado internacional ainda pressiona as cotações no mercado interno e deixa o ritmo dos negócios lentos, conforme destaca os analistas. Grande parte da safra brasileira ainda está estocada, especialmente em silo bolsa, já que os produtores esperam melhores oportunidades de negociações. 

Enquanto isso, a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) realiza leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) para contribuir no escoamento da safra. A terceira operação foi realizada nesta quinta-feira e negociou 89,08% do volume total ofertado, de 1,8 milhão de toneladas. A região que apresentou maior deságio no prêmio foi a do Sul do Maranhão, onde o valor caiu de R$ 3,09 para R$ 1,39.

Na soma das três operações realizadas até o momento, pouco mais de 4 milhões de toneladas foram arrematadas. E o Governo já confirmou o AGF (Aquisição do Governo Federal) para 1,2 milhão de toneladas, mas, por enquanto, nenhuma medida foi anunciada oficialmente.

Por outro lado, as exportações caminham em ritmo lento. Nos cinco primeiros dias de setembro, as exportações brasileiras de milho totalizaram 340,5 mil toneladas, com média diária de 68,1 mil toneladas. E a perspectiva é que esse ano, os embarques não alcancem o previsto pela companhia, de 21 milhões de toneladas. Situação que pode impactar no volume dos estoques do país.

Veja como fecharam os preços do milho nesta quinta-feira:

>> MILHO

Clique aqui e confira mais informações sobre o 3º leilão de Pepro

Veja o relatório do USDA na íntegra

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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