Milho: Mercado reflete avanço na colheita nos EUA e exibe leves recuos em Chicago

Publicado em 18/09/2014 13:14 188 exibições

Ao longo das negociações desta quinta-feira (18), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram levemente as perdas. Por volta das 12h33 (horário de Brasília), as principais posições do cereal registravam quedas entre 1,75 e 2,00 pontos, próximos da estabilidade. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,39 por bushel.

O mercado recua pelo segundo dia consecutivo com foco na colheita do milho nos Estados Unidos. Até o último domingo (4), a colheita do cereal atingia 4% da área cultivada nesta safra, segundo informações reportadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no início dessa semana. Nesta safra, a perspectiva é que os produtores norte-americanos colham em torno de 365,65 milhões de toneladas de milho.

"As colheitas estão em andamento e os relatórios dos campos são de abundância, não de escassez", afirmou o economista Dennis Gartman, em entrevista à agência internacional de noticias, Bloomberg. "Simplesmente, o mundo está inundado de grãos", completou. 

Já o site Farm Futures reportou que, o tempo seco sobre grande parte do Cinturão de Milho nos EUA nos próximos 7 dias deverá contribuir para os trabalhos nos campos, em áreas em que a cultura está madura. Além disso, o mais recente modelo americano de meteorologia não aponta chances de geadas nas próximas duas semanas.

Enquanto isso, a demanda permanece firme, mas, nesse momento, sem forças para ocasionar uma mudança no cenário fundamental, segundo relatam os analistas. Nesta quinta-feira, o USDA anunciou que, as exportações semanais, referentes à temporada comercial 2014/15, ficaram em 659.700 mil toneladas até a semana encerrada no dia 11 de setembro. 

O destaque das negociações foi a venda de 142.500 mil toneladas do cereal para o Peru. Ainda assim, o volume reportado ficou abaixo do registrado na semana anterior, de 1.904,6 milhão de toneladas. 

Safra de milho da União Europeia

Ainda nesta quinta-feira, a Consultoria francesa Strategie Grains revisou para cima a previsão para a safra de milho na União Europeia. Em 2014, a perspectiva é que sejam colhidas 71,3 milhões de toneladas do cereal, devido as grandes colheitas projetadas na França, Romênia, Hungria e Bulgária.
A projeção representa um acréscimo de 3,3 milhões de toneladas em relação ao previsto no mês anterior. E 11% em comparação com o volume colhido em 2013. 

Mercado interno

Sem modificação no cenário, as negociações no mercado interno brasileiro caminham lentamente. Na grande maioria das regiões produtoras, os agricultores ainda seguram o produto à espera de melhores oportunidades de comercialização. 

Em Cândido Mota (SP), por exemplo, apenas 40% da safrinha de milho foi comercializada até o momento. Atualmente, a saca do milho é cotada a R$ 16,00 na localidade. De acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, João Antônio da Motta, ainda há muito milho armazenado na região e a preocupação é que, além dos preços mais baixos, há os altos custos com a armazenagem.

Paralelo a esse quadro, as exportações somaram 865,4 mil toneladas, nos 10 primeiros dias úteis de setembro. Ainda assim, o volume está 23,4% abaixo do registrado no mês anterior, e 9% do observado no mesmo período do ano passado. 

Em contrapartida, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) permanece realizando os leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor). A 4º operação feita nesta quinta-feira negociou 93,17% do volume total ofertado, de 1,75 milhão de toneladas. A operação resultou em uma receita de R$ 111.492.624,27. A maior disputa aconteceu na região Sul do Maranhão, na qual, o valor do prêmio recuou de R$ 3,09 para R$ 1,77. 

Clique aqui e confira o resultado do 4º leilão de Pepro na íntegra

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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