Milho: Após ganhos da sessão anterior, mercado opera próximo da estabilidade nesta 5ª feira

Publicado em 02/10/2014 09:21 200 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com leves quedas nesta quinta-feira (2). Por volta das 9h12 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam perdas entre 1,00 e 1,25 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,20 por bushel. 

Apesar das quedas, os futuros trabalham próximos da estabilidade e apresentam pouca alteração em relação ao pregão anterior. A previsão de safra recorde nos Estados Unidos continua como principal fator de pressão sobre do cereal no mercado internacional. No último boletim de oferta e demanda o USDA (Departamento Agricultura dos Estados Unidos), revisou a safra de milho para 365,65 milhões de toneladas. Entretanto, os relatos vindos dos campos apostam em uma produção maior do que o previsto inicialmente.

Em contrapartida, as informações referentes ao clima indicam para chuvas nos próximos dias. As precipitações, se confirmadas, poderão atrasar os trabalhos de colheita, que alcançam 12%, conforme dados do departamento. Outra informação que pode movimentar os preços são os números das vendas para exportação, que serão divulgados ainda nesta quinta-feira pelo USDA.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Com previsão de chuvas para o Meio-Oeste, preços fecham pregão com leves ganhos em Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), as principais posições do milho terminaram a sessão desta quarta-feira (1) em campo positivo. Durante as negociações, os futuros do cereal reverteram as perdas e fecharam o dia com leves ganhos entre 0,50 e 0,75 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,21 por bushel.

O analista de mercado da Jefferies, Vinicius Ito, ressalta que, assim como na soja, os preços do cereal também foram impulsionados pelas previsões de chuvas nos próximos dias nos EUA. Se confirmadas, as precipitações poderão atrasar os trabalhos de colheita no país. Até o último domingo, cerca de 12% da área havia sido colhida, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"Porém, os fundamentos para o mercado também são negativos. Temos relatos de aumento nas taxas de produtividade das lavouras norte-americanas, fator que pesa sobre os preços. Ainda assim, acreditamos que quando chegarmos na metade da colheita, teremos uma retenção ainda maior por parte dos produtores norte-americanos, o que tende a dar uma sustentação aos preços", explica o analista.  

Já o analista de mercado da Cerrado Corretora, Mársio Antônio Ribeiro, destaca que, a perspectiva é que a pressão permaneça sobre os preços no curto e médio prazo. E com a projeção de oferta maior e estoques confortáveis, não haverá espaço para uma recuperação nos preços.  Segundo informações reportadas pela agência internacional de noticias, mais cedo, o contrato tocou o patamar de US$ 3,18 por bushel, o menor desde setembro de 2009. As cotações do cereal recuaram pelo quinto mês consecutivo e 25% no último trimestre.

Em relação à demanda, Ribeiro sinaliza que, por enquanto, os números são insuficientes para ocasionar uma reação expressiva nas cotações. "Primeiro, precisaremos encontrar o fundo do poço para o mercado, mas acreditamos que o nível de US$ 3,00 por bushel, seja um patamar de suporte", acredita Vinicius Ito.

Mercado interno

No mercado interno brasileiro, o cenário permanece inalterado. E, apesar da valorização do dólar registrada nesta quarta-feira, a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,48, os preços no Brasil apresentaram pouca oscilação. Em Campo Novo do Parecis (MT), a queda foi de 4,00, com preço da saca do milho a R$ 12,00. Em contrapartida, em São Gabriel do Oeste (MS), a alta foi de 1,33%, com a saca cotada a R$ 15,20 e em Jataí (GO), ganho de 0,24%, com preço da saca a R$ 16,40.

Ribeiro sinaliza que, as exportações continuam lentas e não deverão alcançar o projetado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), de 21 milhões de toneladas. Situação que impactará nos estoques de passagem, que podem superar os 15 milhões de toneladas de milho na safra 2014/15.

“E isso não deixa uma margem para que os preços se recuperem no curto e médio prazo. As exportações até subiram em agosto em relação a julho, mas voltaram a recuar em setembro. E não há indicativos de que consigam se recuperar e a expectativa é que embarquemos entre 17,5 a 18 milhões de toneladas nesta temporada”, acredita Ribeiro.

Entretanto, para que a situação ficasse confortável aos produtores, o analista destaca que, seria necessária exportação de 26 milhões de toneladas do cereal. Diante dessa situação, Ribeiro orienta que os produtores devem fazer as contas para escolher o melhor momento de comercialização.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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