Milho: Após altas expressivas, preços exibem leves quedas em Chicago

Publicado em 07/10/2014 09:34 205 exibições

No pregão desta terça-feira (7), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalham do lado negativo da tabela. Por volta das 9h21 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam perdas entre 1,50 e 2,00 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,30 por bushel.

Após as altas expressivas do pregão anterior, o mercado recua com a colheita do cereal nos Estados Unidos dentro do esperado. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a colheita em 17%, contra 12% anunciado na semana passada. Ainda assim, o número está bem abaixo da média para o período, de 32%.

Enquanto isso, os novos mapas climáticos apontam que nos próximos 8 a 14 dias, o tempos deverá permanecer mais úmido, porém, mais quente que o normal e sem frio expressivo, conforme dados do site Farm Futures. Já a demanda, permanece aquecida e, nesta segunda-feira, o departamento norte-americano anunciou a venda de 210 mil toneladas do cereal para destinos não revelados.

Os embarques semanais somaram, até o dia 2 de outubro, 883,54 mil toneladas, crescimento de 47% frente ao divulgado na semana anterior, de 601,82 mil toneladas. Em contrapartida, os analistas já começam a se preparar para o próximo relatório de oferta e demanda do USDA, que será reportado na próxima sexta-feira. A expectativa dos participantes do mercado é que o órgão revise para cima a safra de milho dos EUA. No último boletim, a produção do cereal norte-americano foi projetada em 365,65 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Na CBOT, preços fecham com forte com alta frente ao possível atraso na colheita dos EUA e demanda aquecida

Na sessão desta segunda-feira (6), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam o dia com fortes altas. As principais posições da commodity terminaram o pregão com ganhos entre 8,75 e 9,25 pontos. O vencimento dezembro/14 era cotado a US$ 3,32 por bushel, após ter encerrado a última sexta-feira (3) negociado a US$ 3,23 por bushel.

Em relação à última sessão, os vencimentos acumulam valorizações entre 2,55% a 2,86%. Segundo informações reportadas pela agência internacional de notícias Bloomberg, o mercado foi impulsionado pelas previsões climáticas, indicando chuvas fortes para os próximos dias no Meio-Oeste dos EUA, que poderão atrasar os trabalhos de colheita no país.

"E, diante das previsões de chuvas e frio nos EUA, talvez as perdas nas lavouras de milho e trigo sejam maiores do que nas plantações de soja. O quadro é mais complicado e, por isso, vimos essa alta forte na sessão de hoje", explica o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze.

Até a semana anterior, a colheita estava completa em torno de 12% da área cultivada com o milho nesta temporada, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). E a expectativa é que o número fique próximo de 17%. O órgão irá atualizar os números em seu novo boletim de acompanhamento de safras, que será reportado no final da tarde de hoje.

Outro fator que também contribuiu para as altas no mercado internacional foi a demanda. "Existe um bom movimento de demanda, o consumo responde bem, porém, há um tsunami de oferta entrando no mercado", destaca o consultor de mercado, Flávio França Junior.

Nesta segunda-feira, o USDA reportou a venda de 210 mil toneladas de milho para destinos não revelados, com entrega na temporada 2014/15. Enquanto isso, os embarques semanais totalizaram 883,54 mil toneladas de milho até a semana que terminou no dia 2 de outubro. O volume representa um crescimento de 47% frente ao reportado na semana anterior, de 601,82 mil toneladas. Até o momento, no acumulado do ano safra, o total é de 4.025,85 milhões de toneladas, frente as 2.378,30 milhões de toneladas observadas no ano comercial 2013/14 no mesmo período.

"A demanda está aparecendo após a queda nos preços", disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading Co., em entrevista à agência Bloomberg. "O tempo não está ideal para a colheita do milho e da soja, o que também está dando ao mercado um suporte", completa.

Ainda segundo os analistas, a expectativa é que o mercado exiba uma recuperação quando a colheita norte-americana atingir 50%, já que com o atual patamar de preços, a tendência é que os agricultores retenham as vendas. Além disso, na última sexta-feira, o site DTN Progressive, divulgou que os produtores devem estar atentos ao contrato dezembro/14 até o final desse mês. Se o contrato terminar outubro acima dos US$ 3,19 por bushel, o mercado pode ter forças para esboçar uma reação.

Mercado interno

A segunda-feira foi mais um dia de estabilidade nos preços praticados no mercado interno brasileiro. Conforme levantamento do Notícias Agrícolas, Em Tangará da Serra (MT), a valorização no preço foi de 3,70%, com a saca do milho negociada a R$ 14,00. Já em Jataí (GO), a alta foi de 0,12% e a saca é cotada a R$ 16,62. 

Em contrapartida, o dia foi de queda em São Gabriel do Oeste (MS), a saca terminou cotada a R$ 15,20, com queda de 1,94%. No Porto de Paranaguá, o valor recuou de R$ 23,50 para R$ 23,20, uma desvalorização de 1,28%.

"Na última semana, os preços esboçaram uma melhora no Brasil. Mas, acredito que apesar da alta de hoje na Bolsa de Chicago, a queda no câmbio deve ter dificultado a valorização no mercado interno. Ainda assim, as notícias de clima criam uma ansiedade no mercado", diz França.

O consultor ainda destaca que, as variáveis de demanda têm impacto lento no mercado, contrariamente, as notícias de oferta, possível atraso na colheita ou no plantio, repercutem mais rapidamente no mercado. Enquanto isso, boa parte dos produtores ainda seguram o produto à espera de melhores oportunidades de comercialização, por outro lado, os compradores adquirem o produto da mão pra boca.

Já as exportações permanecem lentas e conforme dados reportados no final da semana anterior, indicam os embarques em 11 milhões de toneladas nos 9 meses de 2014. O número representa uma queda de 30% em relação ao mesmo período de 2013.

 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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