Milho: Mercado avalia clima nos EUA e opera com ganhos expressivos em Chicago

Publicado em 07/10/2014 13:09 265 exibições

Durante os negócios desta terça-feira (7), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) reverteram as perdas e voltaram a operar em campo positivo. Por volta das 12h32 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam altas expressivas de mais de 8 pontos. O contrato dezembro/14 era cotado a US$ 3,40 por bushel, depois de iniciar a sessão negociado a US$ 3,30 por bushel.

De acordo com o consultor em agronegócio, Ênio Fernandes, o mercado passa por um movimento de recuperação técnica, após as perdas expressivas registradas ao longo dos últimos meses. "Além disso, os fundos também estão cobrindo as posições vendidas, o que motiva uma alta técnica", explica.

Em contrapartida, o mercado também avalia os números em relação ao andamento da colheita norte-americana. Nesta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que até o último domingo (5), cerca de 17% da área cultivada já havia sido colhida, número em linha com o esperado pelos participantes do mercado. Na semana anterior, o volume colhido estava em 12% da área.

Já o clima, as previsões climáticas apontam que, o tempo irá permanecer mais úmido no Meio-Oeste, nos próximos 8 a 14 dias, conforme dados do site Farm Futures. Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, nesse momento, a pressão climática não é tão grande, uma vez que está um pouco melhor em relação às preocupações registradas no início da semana.

Por outro lado, os investidores já começam a se preparar para o próximo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado na próxima sexta-feira (10). As perspectivas iniciais é que o departamento revise para cima a safra de milho dos EUA que, no último relatório foi projetada em 365,65 milhões de toneladas.

Demanda 

Outro fator que também deu suporte aos preços na sessão anterior, foram os números referentes a demanda. O USDA reportou a venda de 210 mil toneladas de milho para destinos não revelados. Já os embarques ficaram em 883,54 mil toneladas, até o dia 2 de outubro, crescimento de 47% frente ao divulgado na semana anterior, de 601,82 mil toneladas.  

Mercado interno

No mercado interno brasileiro, a irregularidade das chuvas para o plantio da soja no Centro-Oeste, já começam a chamar a atenção dos investidores. Isso porque, caso ocorra um atraso na semeadura da oleaginosa, a situação irá refletir em uma redução na janela ideal de cultivo para o milho safrinha.

"Se não tivermos chuvas para o Centro-Oeste até o 24 a 25 de outubro, o mercado vai tentar segurar o milho no mercado interno. Já que para a safra de verão é esperada uma redução expressiva na área destinada ao cereal. Com isso, a perspectiva é que haja uma pressão positiva no mercado no primeiro trimestre de 2015", explica Fernandes. 

O analista também destaca que, as exportações brasileiras caminham em ritmo normal e que a expectativa é que sejam embarcadas em torno de 18 milhões de toneladas do grão. O número ainda está abaixo do projetado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), de 21 milhões de toneladas.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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